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CCI levou cerca de 100 idosos para passear no São Paulo Yacht Club

Dia 22 de setembro, o Centro de Convivência para Idosos promoveu o SPYC DAY 2023, um dia muito especial para os idosos que fazem parte dos nossos projetos.

Logo cedo, um grupo de cerca de 100 idosos se reuniu na sede da FBB em Pinheiros e seguiu de ônibus fretado para o São Paulo Yacht Club, clube da comunidade britânica que fica nas margens da Represa Guarapiranga.

Ao chegar, já havia uma farta mesa de café-da-manhã esperando pelo grupo. E ao longo de todo o dia, com o apoio de toda a nossa equipe de Welfare e professores do CCI, os idosos aprenderam e se divertiram muito com uma intensa programação que incluiu aula de yoga, pintura, dança circular, brincadeiras, almoço delicioso e um inesquecível passeio de vela na represa. Tudo isso num dia lindo e ensolarado!

Veja abaixo algumas fotos que mostra a alegria e a animação que tomou conta do grupo!

 

Fundação Britânica de Beneficência comemora 75 anos de cuidados com os idosos

Inauguração da Stacey House no Jardim Prudência

Em outubro de 2022, a Fundação Britânica de Beneficência completou 75 anos de trabalho dedicado à causa do idoso. Neste artigo, conversamos com membros da comunidade, funcionários e amigos para falar sobre momentos marcantes da trajetória da instituição, nossa missão e desafios. Confira!

Stacey House: o início de tudo

A história da Fundação Britânica de Beneficência começa antes mesmo de sua instituição formal, em 1947, e se mescla com a história da British Society São Paulo. Em 1940, cidadãos britânicos residentes no estado de São Paulo elegeram um Community Council (Conselho da Comunidade) que, posteriormente foi rebatizado de British Society São Paulo, para promover os interesses dos veteranos de guerra da British Armed Forces durante a Segunda Guerra Mundial. Após o fim do conflito em 1945, a comunidade decidiu manter-se mobilizada para continuar com suas atividades e serviços sociais na capital paulistana.

Dois anos mais tarde, em 1947, Helen Stacey, cidadã britânica extremamente engajada, abriu as portas de sua casa no Jardim Prudência, Zona Sul de São Paulo, para prestar assistência a seus compatriotas em situação de vulnerabilidade, em sua maioria idosos. Nascia assim a Stacey House, local que, além de ser um aconchegante lar para os mais velhos, acabou se tornando um espaço de convivência e fortalecimento de toda a comunidade britânica em São Paulo. 

Rachel Govier, vice-presidente da Fundação, conta que começou a frequentar a casa ainda na infância. “Eu tinha parentes que moravam lá. Minha mãe me levava para conversar com os idosos e, quando meus filhos nasceram, eu os levava porque as bisavós deles moravam lá. Era muito bom. Sempre gostei de conversar com os idosos e ouvir suas histórias”, lembra Rachel. 

Sandra Pavani, supervisora financeira da Fundação há 22 anos também lembra com carinho dos anos em que frequentou a Stacey House. “Aquela casa tinha uma lareira e um sofá que eram muito convidativos para ficar batendo papo. Os idosos que moravam lá eram fantásticos”, relembra Sandra. “Parecia uma república de pessoas mais velhas. Os amigos sentavam juntos para conversar, jogavam cartas, era um clima muito bom”. 

Na sede da Fundação, uma caixa guarda dezenas de álbuns com fotografias dos eventos realizados na casa desde a sua inauguração. São almoços de domingo, aniversários, festas de Páscoa, Natal, Ano Novo, Carnaval. Registros de muito carinho e afeto entre os idosos, familiares, equipe e membros da comunidade.

Além de visitar parentes e participar de algumas festividades, a fisioterapeuta Penny Ahlgrimm prestou um grande serviço voluntário aos idosos dando aulas e práticas corporais semanalmente durante 28 anos. “Era muito prazeroso oferecer esse trabalho e acho que eles também sentiam um pouco disso, sempre me perguntavam quando seria a próxima aula”, lembra Penny. A generosidade e dedicação da fisioterapeuta foram reconhecidas não só pela comunidade, mas também pela rainha Elizabeth II. Em 2020, ela recebeu a medalha MBE (Member of the Most Excellent Order of the British Empire), condecoração dada a pessoas que realizam grandes trabalhos pelo povo britânico. 

Almoço com a comunidade

Mudança para ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos)

O imóvel onde funcionava a Stacey House foi um aconchegante lar para cerca de 130 idosos da comunidade durante quase 60 anos e o ponto de partida para a criação da Fundação Britânica de Beneficência. Mas, com o passar do tempo, o envelhecimento das pessoas foi demandando cada vez mais cuidados e as instalações da casa já não eram suficientes para atender os idosos adequadamente e de forma financeiramente sustentável. 

Por isso, em 2006, a diretoria da FBB decidiu encerrar as atividades da Stacey House e transferir os idosos para instituições de longa permanência, que já possuem funcionários e infraestrutura adequada para dar assistência 24 horas para seus residentes. Era o início do Programa Acolher

Derek Barnes, trustee da Fundação, lembra bem como foi este processo de transição. “O presidente da época me pediu para fazer um estudo da viabilidade econômica da Stacey House e comprovamos que manter como estava era inviável”, lembra Derek. “A transferência foi a melhor solução encontrada”. 

Grupo de idosas no jardim da Stacey House
Oficina de artesanato no CCI em Paraisópolis
Ampliação dos trabalhos

A mudança da Stacey House para ILPIs significou um ajuste no foco da instituição e culminou em ações que redefiniram suas diretrizes. A comunidade britânica percebeu que o trabalho da Fundação poderia ser expandido e que era o momento de retribuir à sociedade brasileira pela acolhida e cuidado que seus antepassados receberam no Brasil. Pensando nisso, foram criados outros programas e projetos que se dedicam à causa do idoso em geral, independentemente de sua origem. 

O Programa Multiplicar presta apoio a instituições idôneas que acolhem e cuidam de idosos em situação de grave vulnerabilidade desde 2009. A Fundação contribui com recursos financeiros e humanos nos lares Casa Madre Teodora dos Idosos e Lar Benção. Em outubro de 2018 foi criado o Centro de Convivência para os Idosos (CCI), projeto que oferece semanalmente uma programação de atividades gratuitas que favorecem o envelhecimento saudável como oficinas de memória, aulas de música, teatro, yoga, dança circular, entre outros. Os encontros começaram de forma presencial na sede da Cultura Inglesa no Butantã e passaram a ser online por conta da pandemia. O projeto hoje tem 100 idosos matriculados que, além dos aprendizados das oficinas, fortaleceram amizades e vínculos com a frequência nas atividades. E, desde agosto deste ano, o CCI passou a oferecer atividades semanais também na sede da Cultura Inglesa de Paraisópolis. 

O trabalho com a comunidade britânica também foi ampliado com a criação dos programas Cuidar e Amparar. O Programa Cuidar acompanha os idosos em consultas médicas e exames clínicos, fazendo um trabalho preventivo e dando assistência aos que precisam de ajuda nos cuidados com a saúde. “Disponibilizamos um acompanhante em hospital para ajudar as famílias quando um parente está internado. Ajudamos os idosos a marcar as consultas, lembramos eles dos agendamentos, acompanhamos a consulta e reportamos a família o que ouvimos dos médicos”, explica Rachel. “Também tentamos ao máximo manter os idosos em seus lares, mesmo que com a ajuda de cuidadores”. Já o Programa Amparar concede assistência a idosos mais vulneráveis para suprir necessidades básicas de alimentação, habitação, saúde e medicamentos. 

Todas essas transformações mostram o quanto o trabalho da FBB evoluiu, cresceu e se atualizou ao longo destes 75 anos. Mas existe algo que nunca mudou: o cuidado e o respeito com os mais velhos. E neste ano tão marcante para a história da instituição, toda a equipe e a direção têm se reunido para repensar a sua missão, seus projetos e formas de financiamento. Porque sabemos que podemos fazer muito mais e temos novos desafios pela frente, como, por exemplo, encontrar um novo espaço no Butantã para a retomada das atividades presenciais do CCI na região e financiamento para ampliar os serviços oferecidos. “Meu sonho é ter um grande centro que funcione diariamente e que realize atendimentos como assistência odontológica, instalação de aparelhos auditivos, entre outros. Espero também que possamos oferecer mais atividades aos idosos brasileiros”, completa a vice-presidente. Que a força do nosso compromisso com quem já fez tanto por nós nos ajude a chegar ainda mais longe nos próximos anos. 

Visita a instituição de idosos vulneráveis

Histórias marcantes

Os entrevistados para esse artigo contaram algumas histórias marcantes e curiosas que presenciaram durante estes 75 anos de FBB. Veja abaixo algumas delas. 

Tinha uma residente na Stacey House que um dia falou que queria fazer aulas de bateria e eu perguntei “a Sra. sempre quis fazer aulas de bateria e não teve oportunidade?”. E ela respondeu “não, é que à tarde esses velhotes ficam dormindo e fica muito silêncio aqui, então tocando a bateria eu agitaria um pouco esta casa”.

– Sandra Pavani

Comemoramos os 100 anos de uma residente, dona Gertrude Vigar, e me emocionei muito vendo a reação dela ao entrar no prédio onde fica o escritório da FBB e ver todos os seus parentes e amigos. Olhar o rosto dela transbordando de felicidade vivendo aquele momento foi lindo demais! E quando o príncipe Harry veio ao Brasil, ela foi convencida a conversar com ele num evento. O protocolo era de 5 minutos, mas ele a adorou e ficaram mais de 20 conversando. Ela tinha muito orgulho de contar essa história.

– Sandra Pavani

Na primeira vez que dei aula para os idosos na Stacey House, eu comecei dando movimentos sentada e depois pedi para todos ficarem de pé para continuar o movimento. E duas idosas caíram no chão porque perderam o equilíbrio. Foi o maior susto! Achei que nunca mais daria aula para eles. No entanto, ninguém se machucou, adaptei a aula para ter somente movimentos sentados e deu tudo certo.

– Penny Ahlgrimm

Quando eu organizava a Queen’s Birthday Party, conseguia doações grandes de queijos britânicos para servir aos convidados. E tinha uma senhora que, além de comer, quando ninguém estava olhando, ela colocava muitos queijos dentro de uma bolsa e os levava para casa. Era muito engraçado, ela adorava os queijos britânicos!

 – Derek Barnes. 

FBB participa do primeiro Arraial do Mercadão de São Paulo

Neste última final de semana, dias 30 e 31 de julho, a Fundação Britânica de Beneficência participou do primeiro “Arraial do Mercadão”, festa junina do Mercado Municipal de São Paulo. O evento beneficente convidou algumas entidades e ONGs para promover a venda de comidas típicas e brincadeiras juninas. E a Fundação ficou responsável pela venda do “Correio Elegante”.

Durante os dois dias de festa, nossa equipe e alguns idosos participantes de nossos projetos fizeram a entrega de dezenas de cartões personalizados com mensagens de amor e carinho. Além do cartão, os presenteados ganharam também um bombom e uma abordagem toda especial feita pela nossa equipe. Foi muito divertido!

Agradecemos a todos e todas que puderam participar da festa e que vieram até a nossa barraca para colaborar.

Veja abaixo algumas fotos do evento.

Que venham muitas outras festas e outras brincadeiras!

Centro de Convivência para Idosos abre inscrições para diversas oficinas

O nosso Centro de Convivência para Idosos já retomou as atividades regulares no início de fevereiro e está com inscrições abertas para diversas oficinas. Todas as atividades são gratuitas e online.

Veja abaixo a programação completa e contato para inscrições e convide seus amigos e familiares para participar!

 

Retrospectiva 2020 da Fundação Britânica

 

Pode-se dizer que 2020 foi um ano desafiador para a grande maioria da população mundial. A pandemia do coronavírus chegou e nos jogou num cenário de extrema incerteza e de muita preocupação. E não foi diferente para nós, da Fundação Britânica de Beneficência.

Vivemos e sobrevivemos ao que foi, provavelmente, o maior desafio dos nossos mais de 70 anos de história. Alguns dos questionamentos e dilemas que enfrentamos foram:

  • Como continuar com nosso modelo de expansão, baseado em locais que promovem o encontro e a autonomia de idosos, quando as pessoas acima de 60 anos representam um público de alto risco para a doença?
  • Como transferir todas as atividades para o digital se grande parte do público idoso costuma apresentar grande dificuldade para aprender e se adaptar às novas tecnologias?
  • Como manter os nossos assistidos com saúde e em segurança com uma doença com alta taxa de transmissão à espreita?
  • Como continuar a reforçar a medicina preventiva se as idas ao médico passaram a representar um grande risco de saúde e tiveram que ser reduzidas ao máximo?
  • Como transmitir informação de qualidade em meio às várias incertezas, boatos e fake news que circularam ao longo de 2020? E como, neste cenário tão difícil, tratar de outros assuntos que também são importantes?
  • E, por fim, como ajudar a nossa comunidade – não só nossos assistidos, mas também nossos apoiadores e todas as outras pessoas que se relacionam conosco – a espairecer e pensar em outras coisas que não a pandemia?

Certamente não foi fácil, mas fizemos o nosso melhor para responder essas perguntas e resolver esses dilemas. Vamos à retrospectiva 2020 com as principais ações que tomamos ao longo do ano que, felizmente, já passou:

Número de beneficiários

Apesar de todas as dificuldades, conseguimos aumentar o nosso número de beneficiários em 22%, passando de 222 em 2019 para 270 em 2020. Isso aconteceu principalmente devido ao crescimento de Centro de Convivência para Idosos no começo do ano e à expansão que conseguimos fazer no Programa Multiplicar com a ajuda de alguns parceiros.

Mudanças no Centro de Convivência para Idosos

Iniciamos 2020 com 114 matriculados em nosso CCI, um aumento de 33% na comparação com os 86 matriculados do ano anterior. No entanto, tivemos que suspender as atividades presenciais no começo de março e, a partir de então, passamos a tocar este projeto de forma virtual.

Retrospectiva 2020 | Festa Virtual do Centro de Convivência para Idosos
Retrospectiva 2020 | Festa Virtual do Centro de Convivência para Idosos

Não foi um processo fácil para nós, nem para os nossos professores e muito menos para os idosos participantes. Tivemos que reduzir a nossa grade para 6 oficinas semanais, pois nem todas puderam ser adaptadas. E, apesar de todos os nossos esforços para engajar os idosos nesse novo formato, o número de participantes foi caindo no decorrer do ano por uma série de motivos: alguns não conseguiram se adaptar às ferramentas digitais; outros tiveram que apoiar suas famílias e ficar com os netos enquanto os filhos trabalhavam, devido ao fechamento das escolas, e não tiveram mais tempo para as atividades; e também tivemos gente que deixou de aparecer devido ao “cansaço virtual”, pois não aguentavam mais interagir com o mundo através de uma tela.

Com tudo isso, chegamos ao final do ano com 40 idosos ainda participando ativamente das nossas atividades. Mas isso não significa que abandonamos os outros. Mantivemos contato com todos por meio de telefonemas e mensagens de Whatsapp. E conseguimos a parceria de uma psicóloga voluntária que atendeu remotamente aqueles que estavam mais abalados com a pandemia e o isolamento social. Entre abril e dezembro fizemos 354 contatos telefônicos com os participantes do Centro, chegando a uma média de 40 ligações por mês ou 10 por semana.

Com relação ao Centro de Convivência para Idosos que íamos abrir em Paraisópolis, a pandemia nos pegou bem no início da implementação do projeto. Estávamos divulgando o CCI na comunidade e oferecendo alguns workshops para apresentar a nossa ideia e fazer uma demonstração das atividades que ofereceríamos. No momento em que suspendemos o projeto, já tínhamos 7 idosos matriculados e estávamos aumentando a lista de interessados. Mas, infelizmente, não pudemos levar esse processo adiante e dependemos da normalização da pandemia para recomeçar do zero.

Expansão do Programa Multiplicar

Graças aos nossos parceiros, pudemos incluir mais uma ILPI – Instituição de Longa Permanência para Idosos – de São Paulo no nosso Programa Multiplicar e expandi-lo. Em meados de 2020, o Lar Bênção, que abriga 24 idosos em situação de vulnerabilidade, se juntou à Casa Madre Teodora dos Idosos, com seus 70 residentes, à nossa rede de beneficiários.

Além de um repasse financeiro mensal para auxiliá-los com suas despesas, também direcionamos uma série de doações a ambas instituições. Em 2020 enviamos cestas básicas, mantimentos, roupas, itens de higiene pessoal, máscaras, álcool em gel e presentes de Natal aos seus idosos.

Retrospectiva 2020 | Lar Bênção
Retrospectiva 2020 | Lar Bênção

Continuidade do Programa Cuidar

Como parte do Programa Cuidar, nós fizemos 536 acompanhamentos médicos com os nossos assistidos durante o ano de 2020. Isso dá uma média de 45 acompanhamentos por mês. Apesar de alto, o número representa uma queda de 18% com relação a 2019.

Devido à pandemia, a quantidade de consultas e exames médicos em que levamos nossos idosos diminuiu bastante. Mas ainda continuamos levando-os a seus tratamentos recorrentes e que não podiam ser adiados, além de também lidarmos com as urgências e emergências que surgiram no período.

Complementarmente, também mantivemos contatos telefônicos com os beneficiários deste Programa. No total fizemos 3.136 telefonemas a todos, numa média de 348 por mês, ou quase 90 por semana. Esse foi – e ainda é – o grande diferencial do nosso trabalho durante a pandemia. A nossa equipe de Projetos Sociais se desdobrou ao máximo para manter esse contato constante e regular. Dessa forma, reduzimos os abalos emocionais da pandemia, diminuímos o impacto de fake news, trabalhamos a saúde preventiva, e até a contribuímos com o isolamento deles com muita conversa e orientação.

Nas palavras de Isabela Vieira Bertho, responsável pela área: “Mais do que as consultas, acho que essa parte dos contatos telefônicos foi o mais importante do nosso trabalho no ano passado, inclusive com feedback extremamente positivo dos idosos, que sentiram a nossa atenção, carinho e preocupação com seu bem-estar.”

Manutenção dos Programas Acolher e Amparar

Mantivemos ambos os Programas sem alterações ao longo de 2020, tendo focado nossos esforços nas demais ações descritas nessa Retrospectiva 2020.

Parceria com a St. Paul’s School e com o seu PTA

Fortalecemos nossa parceria com a escola e com sua Associação de Pais e Mestres, conhecida como PTA. Mais uma vez fomos beneficiários da arrecadação feita pelos pais e alunos no seu evento International Day. Em 2020 o evento foi 100% online e contou com vários participantes, convidados ilustres, sorteios, rifas beneficentes e um engajamento incrível de toda a comunidade escolar. Foi essa parceria que nos possibilitou expandir o Programa Multiplicar e tirar mais algumas ideias do papel para benefício dos nossos idosos.

Além disso, a parceria rendeu ainda mais frutos: cestas básicas e produtos Bauducco que foram encaminhadas às ILPIs que apoiamos, presentes de Natal que foram entregues aos nossos beneficiários, cartas escritas pelos alunos para alguns idosos, além de produtos de higiene e de máscaras.

O apoio do St. Paul’s School e de sua comunidade foi essencial para atravessarmos o ano de 2020.

Outros destaques da Retrospectiva 2020

Vale destacar mais duas coisas muito bacanas que aconteceram com a gente em 2020:

Radionovela da FBB

Os participantes da nossa oficina de Teatro criaram uma radionovela que teve uma repercussão incrível e apareceu na Globo, no jornal Agora e no site da Folha de São Paulo. Foi ótimo ver um projeto feito com tanto carinho e num cenário tão desafiador repercutir dessa forma e ser reconhecido por tanta gente. A radionovela está disponível no Spotify e pode ser acessada aqui: Spotify da FBB

Retrospectiva 2020 | Radionovela Uma Aventura na Fazenda
Retrospectiva 2020 | Radionovela Uma Aventura na Fazenda

Apoio do PESC-USP

Tivemos o apoio de um grupo de alunos da FEA-USP – Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo.

Por meio do PESC (Programa de Extensão de Serviços à Comunidade), recebemos o auxílio de alguns estudantes que se debruçaram sobre nossa estratégia de comunicação e nos ajudaram a revisá-la, melhorá-la e planejá-la para o futuro. Foi um processo extremamente rico, e ficamos muito felizes ao vermos jovens engajados em causas sociais e preocupados com a população idosa do Brasil.

Impactos da pandemia

Para fechar essa Retrospectiva 2020, vale destacar alguns impactos positivos e negativos que a pandemia teve em nosso trabalho:

Positivos

  • 3.490 contatos telefônicos totais com os nossos beneficiários a partir de meados de março, numa média superior a 350 por mês, ou 90 por semana, ou quase 20 por dia.
  • 3.750 máscaras recebidas por doação de parceiros e distribuídas aos nossos idosos, ILPIs parceiras, equipe e cuidadores. Os principais doadores foram: Conexão Social da FGV, Tip Top e St. George Lodge da Ordem Maçônica.
  • 2 grandes campanhas de distribuição de álcool-gel para os idosos e seus cuidadores.
  • Criação e distribuição de 6 guias de prevenção que abarcaram a pandemia, acidentes domésticos e outros problemas de saúde.
  • 2 festas virtuais, feitas pelo Google Meet, com os beneficiários de nossos projetos, que contaram com apresentações musicais, bingo, sorteio de cestas de café da manhã e muitas outras atividades.

Negativos

  • Tivemos 7 casos de Covid-19 entre nossos beneficiários diretos, sendo 6 no Programa Cuidar e 1 no Centro de Convivência para Idosos. Felizmente todos se curaram, embora alguns dos afetados tenham precisado de internação e acompanhamento médico intensivo.
  • Queda de cerca de 7% nas doações recebidas ao longo do ano, impactando a sustentabilidade financeira da Fundação Britânica.
  • Cancelamento de todos os eventos presenciais planejados, como a festa beneficente Aniversário da Rainha, as confraternizações com os idosos, idas ao teatro, chás da tarde e muitos outros.
  • Suspensão das atividades presenciais e fechamento temporário do projeto em Paraisópolis.

Conclusão

Fizemos muito ao longo de 2020 para lidar com o impacto da pandemia em todos os setores da Fundação Britânica de Beneficência. O foco principal sempre foi monitorar e ajudar os nossos beneficiários a passar por esse período difícil, fazendo tudo ao nosso alcance para apoiá-los física e mentalmente quando necessário.

Mas a pandemia também impactou outras áreas, como as nossas Finanças e os nossos Eventos, e graças a todo o trabalho duro da nossa Diretoria, da nossa equipe e dos nossos parceiros, conseguimos superá-los e chegamos a 2021 com o senso de dever cumprido.

Entre tantas notícias e momentos difíceis, fortalecemos a convicção de que o apoio mútuo é capaz de superar qualquer obstáculo.

Saímos desse processo fortalecidos e esperançosos de que 2021 vai representar um novo ciclo de superação e recomeço, quando poderemos deixar tudo isso para trás e retomar aos poucos a velha normalidade.

E encerramos a nossa Retrospectiva 2020 com um desejo a todos os nossos leitores, apoiadores e beneficiários: que todos estejam com saúde e que continuem se cuidando para superarmos a pandemia o mais rápido possível.

Seguiremos, juntos, neste e nos próximos anos.

Radionovela “Uma Aventura na Fazenda”

 

A quarentena nos fez suspender as atividades do nosso Centro de Convivência para Idosos e pensar nas melhores formas de adaptá-las para o ambiente virtual. E a turma de Teatro teve uma ótima ideia! Que tal relembrar os tempos da radionovela?

A radionovela “Uma Aventura na Fazenda” foi produzida pela Fundação Britânica de Beneficência, dirigida pela Professora Victória di Paula, editada por Thayanni Almeida e Guilherme Comparone, e estrelada pelos participantes da turma: Cleide Ultramari, Maria de Fátima Borges, Rubens Poentes, Silvia Cassilha e Suzanne Bries.

Como ouvir a radionovela

Achamos que o resultado ficou muito bom e deveria ser divulgado.

Por isso, criamos um canal de podcast no Spotify onde o primeiro capítulo já foi publicado: Spotify da FBB

Também é possível ouvir pela plataforma Anchor FM: https://anchor.fm/fundacaobritanica

Vale a pena ouvir (e ajudar a gente a aumentar o alcance desse projeto)! ❤️

Nos próximos dias vamos publicar os capítulos seguintes, então é só seguir a nossa conta para ser notificado.

Repercussão do projeto

A radionovela tem tido uma repercussão incrível!

Uma matéria sobre ela foi veiculada no jornal SP1, da Rede Globo, e pode ser vista aqui: SP1 | Idosos montam radionovela para passar o tempo durante a pandemia

Se quiser saber mais sobre o projeto e sobre o nosso trabalho, é só assistir!

Caso você seja um idoso interessado em participar do projeto: no momento não temos vagas abertas, mas estamos trabalhando para aumentar nossa capacidade de atendimento.

Assim que retomarmos as atividades presenciais ou abrirmos matrícula para novas vagas, divulgaremos por e-mail, pelo site e pelas redes sociais.

Agradecemos o interesse e esperamos que todos os interessados se inscrevam quando possível

Nossas medidas contra o Coronavírus

 

Como você sabe, a Fundação Britânica de Beneficência trabalha com a população acima de 60 anos, que representa o principal grupo de risco do Coronavírus. Por esse motivo, desde o princípio da crise acompanhamos a evolução da doença bem de perto.

No início da última semana distribuímos um guia sobre o vírus e reforçamos as dicas de prevenção a todos os idosos que fazem parte dos nossos projetos. No entanto, com o agravamento da situação e diante das últimas orientações dos órgãos de Saúde competentes, decidimos suspender todas as atividades voltadas ao público idoso por tempo indeterminado, até que existam condições seguras para sua retomada.

Mas seguimos engajados em nossa missão de promover o bem-estar de idosos, e estamos em contato constante (porém virtual) com todos os nossos beneficiários para orientá-los e informá-los sobre a doença.

Aproveitamos essa mensagem para reforçar que, se você é idoso ou faz parte de algum grupo de risco, tome as medidas recomendadas pelas autoridades para evitar contágio pelo vírus.

Adicionalmente, em respeito a nossa comunidade e aos nossos colaboradores, e com o objetivo de reduzir a propagação do COVID-19, evitando a sobrecarga no sistema de saúde, toda a nossa equipe está trabalhando em home office durante esse período.

Caso precise falar conosco, mande uma mensagem para contato@fundacaobritanica.org.br.

Fiquemos seguros e nos cuidemos!

Dicas para se proteger dos principais golpes em idosos

 

Golpes em idosos são cada vez mais frequentes. Tendo isso em vista, acreditamos ser importante divulgar alguns cuidados para reduzir os riscos. Preparamos uma cartilha para distribuir a nossos assistidos e decidimos compartilhá-la em nosso site também para ajudar outras pessoas que possam precisar.

Orientações para evitar golpes em idosos

  • Jamais confirmar ou dar dados pessoais (conta de banco, senha, número de documentos) por telefone, e-mail ou WhatsApp;
  • Não completar informações via telefone, e-mail ou WhatsApp. É muito comum pedirem para falar os 3 últimos números do CPF ou conta bancária. Não passar essas informações;
  • Caso receba uma mensagem de um número desconhecido e ache estranho, não responda. Peça orientações para alguém que você confie;
  • Ao utilizar terminais de autoatendimento (caixa eletrônico) em locais públicos ou em bancos, nunca aceitar auxílio de estranhos, mesmo que se identifiquem como profissionais do local;
  • Nunca compartilhe senhas com desconhecidos;
  • Se você reside em prédio e não está esperando a visita de ninguém, não autorize a entrada e nem abra a porta para desconhecidos;
  • Se não está esperando nenhuma encomenda, não atenda a porta ou autorize a entrada do prestador;
  • Não entregar cartões, documentos pessoais e objetos para desconhecidos. Os bancos não solicitam retirada desses itens em casa;
  • Agentes da polícia não vão até as residências sem serem acionados;
  • Desconfie de e-mails com títulos como “Você foi sorteado”, “Você ganhou”, “Clique e concorra”, “Clique e tenha acesso ilimitado”. Muitos desses e-mails induzem a vítima a fornecer dados pessoais (dados bancários, senhas, etc.) ao preencher formulários em páginas falsas;
  • Um golpe frequente por telefone é o da compra falsa, no qual alguém liga para a vítima informando que uma compra foi realizada em seu cartão. A vítima não reconhece a compra e seus dados são solicitados para confirmação. Em posse desses dados, o golpista pode ter acesso a contas bancárias e realizar compras ou transações.
  • O golpe do sequestro falso também é muito frequente. Neste a vítima recebe uma ligação informando que um familiar foi sequestrado e solicita um valor para resgate. Normalmente, o golpista não sabe o nome do familiar sequestrado, dessa forma nunca pronuncie nomes. Caso seu telefone tenha identificador de chamadas, desconfie se o código de área (DDD) seja de uma região diferente da que você mora. É importante manter a calma e tentar solicitar auxílio de uma terceira pessoa para localizar o familiar supostamente sequestrado;
  • Caso esteja solicitando alguma corrida por aplicativo de transporte, não aceite a ajuda de estranhos e nem autorize que peçam a corrida de outro celular. Antes de embarcar, verifique sempre a placa do veículo e o nome do motorista.

Novo golpe do Coronavírus

Um novo golpe está acontecendo, principalmente com os idosos.

Algumas pessoas de má índole estão ligando para os celulares dizendo ser do Ministério da Saúde, e perguntando se você poderia ajudar a responder uma pesquisa sobre o Coronavírus.

Digam não e desliguem.

Se você concordar, vão enviar um código para rastrear o seu Whatsapp para pedirem dinheiro de todos seus contatos.

Então, por favor: ATENÇÃO!

Fiquem espertos e espertas e não acreditem!

Retrospectiva 2019 (e algumas ideias para 2020)

 

Que ano! Apesar dos vários os desafios, os nossos resultados e conquistas de 2019 foram enormes. Ao recapitular tudo o que fizemos, nosso principal sentimento foi orgulho! Esperamos que vocês também gostem dos destaques da nossa Retrospectiva 2019.

Retrospectiva 2019: Programas Sociais

Em 2019 continuamos trabalhando de acordo com a nossa missão, que é preservar a dignidade e promover o bem estar de idosos em situação de vulnerabilidade, cuja autonomia e vínculos de proteção e de cuidado foram comprometidos pelo tempo, retribuindo, dessa forma, àqueles que fizeram tanto por nós.

E fizemos bastante coisa pelo público idoso:

Aumento de quase 50% no número de beneficiários pelo 2º ano consecutivo

Fechamos 2019 com 222 idosos beneficiários de algum dos nossos projetos. É um aumento de 42% em comparação com 2018, ano que fechamos com 156 beneficiários.

Esse aumento se deve principalmente ao nosso Centro de Convivência para Idosos (CCI), que se expandiu e se consolidou ao longo desse período.

Consolidação do Centro de Convivência para Idosos (CCI) do Butantã

Esse projeto, que começou como uma aposta no final de 2018, se tornou um grande sucesso em 2019.

Encerramos o ano com praticamente todas as nossas vagas preenchidas. No total, foram 86 idosos matriculados em pelo menos uma atividade. A frequência média diária ficou em 74%. Fora isso, nossa lista de espera tem mais de 20 interessados em integrar o projeto em 2020.

Para dar conta dessa demanda crescente de idosos, tivemos que ampliar o CCI ao longo do ano. Agora, o Centro – que funciona na unidade Butantã da Cultura Inglesa – abre de segunda a quinta, das 8h30 às 12h, e tem uma grade completa de atividades.

Lazer e cultura na Terceira Idade

Uma boa amostra desse sucesso foram as 2 peças de teatro que os participantes do Centro montaram e apresentaram nesse ano. No 1º semestre foi apresentada a peça “Comida”, com a direção da Professora Yara Toscano, e no 2º semestre foi a vez da peça “Relatos: a vida se inicia aos 60”, dirigida pela Professora Victória de Paula.

Na mesma linha cultural, promovemos 2 excursões no ano. No primeiro semestre fomos ao Teatro Santander para assistir Sunset Boulevard, produzido pela IMM Esporte e Entretenimento. E, no segundo semestre, fomos ao Museu da Imagem e do Som (MIS-SP) para ver a mostra Leonardo da Vinci – 500 anos de um gênio.

Também focamos muito no fortalecimento das atividades de lazer do CCI. Por isso, promovemos 10 comemorações e festas durante o ano passado. Celebramos, entre outras coisas, Páscoa, Festa Julina, aniversário de 1 ano do projeto e o Final do Ano.

E o CCI continua em 2020?

Sim! Retomaremos as atividades no Butantã em fevereiro, e já estamos em período de matrícula. Esperamos preencher todas as vagas existentes e, ao mesmo tempo, zerar a nossa lista de espera. Assim, todos os interessados participarão de pelo menos uma das nossas oficinas.

Dentre as novidades da nossa programação, vale destacar uma nova oficina de música que vamos começar a pedido dos participantes do Centro.

Nova unidade em Paraisópolis!

Além de retomar as atividades no Butantã, também iniciaremos um novo Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis. Essa unidade também funcionará em parceria com a Cultura Inglesa, que inaugurou uma escola na região para dar aulas de inglês gratuitamente aos moradores da comunidade.

Começaremos com 2 oficinas semanais de Memória e Artesanato, e atenderemos 60 idosos em situação de vulnerabilidade que residam na região ao longo do primeiro semestre. Estamos confiantes de que o projeto será um sucesso e terá continuidade após esse período inicial de testes.

Testes, aliás, que só serão possíveis graças à doação de um parceiro da FBB – a quem somos muito gratos – que ouviu a ideia e resolveu apostar no projeto. Estamos muito motivados para buscar novos parceiros que queiram nos apoiar na manutenção e ampliação do CCI Paraisópolis. E também na abertura de novas unidades.

Fachada da Cultura Inglesa Paraisópolis
Fachada da Cultura Inglesa Paraisópolis

Pera lá! Novas unidades do CCI?

Acreditamos muito no projeto e nos benefícios que ele traz para a população acima de 60 anos de idade. Por isso, nós – Diretoria, parceiros e equipe da Fundação Britânica – estamos revisando o projeto para tornar mais fácil a abertura de novas unidades. Aguardem novidades, pois devemos ter boas notícias muito em breve!

Evolução do Programa Cuidar

Em 2019, realizamos 655 acompanhamentos médicos com os idosos beneficiários do Programa Cuidar. Na média, foram 55 acompanhamentos por mês. Ou quase 2 por dia.

Isso é um aumento de 100% em comparação com 2018, quando nossos números ficaram um pouco acima de 300 acompanhamentos totais. E de 200% em comparação com 2017, quando foram 200 os acompanhamentos médicos.

Outra boa notícia nesse Programa é o início da nossa parceria com a Saúde Concierge, empresa especializada no gerenciamento da saúde de seus beneficiários e na otimização do uso de recursos médicos e financeiros de seus parceiros. Eles nos ajudarão muito a melhorar o nível de cuidado que proporcionamos aos nossos beneficiários.

Isso tudo sem contar os acompanhamentos que foram feitos dentro do programa Multiplicar, que serão detalhados abaixo.

Retrospectiva 2019: Cuidar é essencial
Cuidar é essencial

Manutenção do Programa Multiplicar

No Programa Multiplicar, continuamos nosso auxílio à Casa Madre Teodora dos Idosos, que abriga cerca de 70 idosos em situação de vulnerabilidade na Zona Sul de São Paulo.

Além do apoio costumeiro, com recursos que auxiliam na manutenção da organização, também providenciamos 32 acompanhamentos médicos aos idosos residentes na Casa.

Seguindo a tradição dos últimos anos, também promovemos interação intergeracional, com uma visita dos alunos do St. Paul’s School ao Madre. E ainda fizemos uma ação especial de Páscoa, com um coelho distribuindo ovos que foram doados pelo PTA (Associação de Pais e Mestres) do St. Paul’s School, e direcionamos uma grande quantidade de produtos de higiene que nos foram gentilmente cedidos pela doadora Sabrina.

Eventos com e para idosos beneficiários dos nossos Programas

Foi um ano bem movimentado. Além dos resultados e dos eventos que já listei, ainda tivemos mais algumas atividades que merecem um destaque nessa Retrospectiva 2019!

Encontro dos beneficiários dos projetos da FBB

Com o crescimento e diversificação dos nossos projetos, achamos importante fazer um evento que juntasse todo mundo por um dia. E foi incrível! Levamos quase 100 idosos para o SPYC (São Paulo Yacht Club), na Represa do Guarapiranga, e fizemos passeio de barco, yoga, dança circular, música e movimento e uma oficina de jardinagem organizada pelo São Paulo Garden Club.

Encontro de idosos dos projetos da Fundação Britânica curtindo um dia de lazer no SPYC, clube de vela às margens da Represa do Guarapiranga
Idosos dos projetos da Fundação Britânica curtindo um dia de lazer no SPYC, clube de vela às margens da Represa do Guarapiranga

Tea Party no St. Paul’s School

Nada melhor que um chá da tarde para honrar nossa origem britânica. E os alunos da escola prepararam um ótimo chá para regar boas conversas e risadas. É possível que esse encontro ainda renda mais frutos, como um livro de memórias escrito a partir das histórias que foram trocadas nesse dia.

Retrospectiva 2019: Chá da tarde no St. Paul's School
Chá da tarde no St. Paul’s School

Retrospectiva 2019: Institucional

Para que tudo isso pudesse acontecer, as outras áreas da Fundação Britânica de Beneficência também tiveram que fazer sua parte. Vamos aos destaques:

Evento beneficente: Aniversário da Rainha

Em maio realizamos a nossa tradicional comemoração do Aniversário da Rainha (ou Queen’s Birthday Party). Além de ser uma celebração muito importante para a comunidade britânica, toda a arrecadação do evento é revertida para os nossos projetos sociais.

A festa foi muito bonita e contou com a apresentação de dois corais, o que a deixou ainda mais especial. E, graças aos nossos patrocinadores, apoiadores e convidados, tivemos um “lucro” de R$ 15 mil que reinvestimos no Centro de Convivência para Idosos.

Arte do evento beneficente Aniversário da Rainha 2019, organizado pela British Society em prol da Fundação Britânica de Beneficência.
Arte do evento beneficente Aniversário da Rainha 2019, organizado pela British Society em prol da Fundação Britânica de Beneficência.

International Day do St. Paul’s School

Uma das maiores conquistas de 2019! Fomos selecionados pelo PTA do St. Paul’s School como uma das organizações beneficiadas pelo International Day desse ano.

É um evento incrível em que parte da renda é revertida para algumas ONGs da cidade, dentre as quais nos incluímos. Ficamos honrados por compartilhar essa experiência com organizações de ponta. Estar lado a lado com Liga Solidária, Tucca, Mão Amiga e ACER Brasil é motivo de grande orgulho.

Além de montar um stand e mostrar à comunidade escolar nosso trabalho, levamos alguns idosos beneficiários de nossos projetos para curtir o evento. Foi ótimo!

E já recebemos uma grande notícia: estaremos no International Day 2020!

Retrospectiva 2019: Equipe e beneficiários da FBB no International Day
Equipe e beneficiários da FBB no International Day 2019

Mais voluntários!

Recebemos a ajuda de vários voluntários ao longo do ano. No CCI, temos algumas pessoas que vão semanalmente nos auxiliar com a organização do espaço. E também temos voluntários a cargo de algumas das nossas atividades, como a oficina de Música e Movimento da nossa querida Penny.

Também tivemos voluntários em algumas atividades pontuais, como as apresentações teatrais e os eventos. Outros ajudaram na área administrativa e nas demandas de Comunicação. Fora a nossa Diretoria e Conselho Fiscal, todos voluntários que cedem boa parte do seu tempo livre para a FBB.

Nossa gratidão a todos eles é enorme. Muito obrigado!

Parceria com alunos de Universidades

Em 2019 também recebemos alunos de algumas Universidades em nossos projetos. Vale destacar o trabalho desenvolvido por dois desses grupos:

Programa de Extensão de Serviços à Comunidade (PESC) da FEA-USP

Esse é um Programa de voluntariado universitário destinado aos alunos da FEA-USP. Seus objetivos são propiciar oportunidades para os alunos compartilharem com a sociedade os conhecimentos adquiridos, e desenvolver nos alunos a visão estratégica e empreendedora para a atuação social.

A atuação deles se deu em nosso Programa Cuidar. E eles nos ajudaram muito a pensar nossa organização e logística para racionalizar o uso de recursos. Foi uma ótima experiência que nos trouxe alguns resultados bem interessantes.

Projeto de Reportagem dos alunos de Jornalismo da UNIP Tatuapé

Já os alunos da UNIP Tatuapé queriam desenvolver um projeto acadêmico do curso de Jornalismo. Para isso, visitaram o nosso CCI e entrevistaram nossa equipe e nossos beneficiários. O resultado foi uma matéria bem extensa e detalhada sobre longevidade com o título “A vida não para aos 60“. Publicamos no nosso blog e recomendamos a leitura!

Conclusão

Escrever essa Retrospectiva 2019 foi um ótimo exercício para relembrar – e comemorar! – tudo o que foi conquistado no último ano.

E serve como motivação para que comecemos 2020 com tudo!

Estamos animados e na expectativa de ter mais coisas incríveis pra contar daqui a 1 ano.

Esperamos que vocês tenham gostado e, se tiverem alguma dúvida, deixem um comentário ou enviem uma mensagem.

Retrospectiva 2019: Equipe FBB no QBP
Equipe da Fundação Britânica de Beneficência em 2019: Isabela, Ana, Marina, Ricardo, Sandra e Beatriz

A vida não para aos 60

 

*Reportagem escrita por: Heitor Ferreira Silva, Julia Santos Silva, Karoline Guimarães e Letícia Ramos Siqueira.

A vida não para aos 60

A passagem para a terceira idade pode ser um desafio para alguns, mas não precisa ser enfrentado sozinho.

11% de idosos brasileiros com idades entre 60 a 64 anos foram diagnosticados com depressão, aponta uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A faixa etária detém a maior proporção entre os 11,2 milhões de brasileiros com a doença.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o segundo no ranking de países com indivíduos depressivos do continente americano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O abandono como uma das causas

Entre os idosos, os institucionalizados em ILPIs (asilos) ou casas geriátricas são os mais suscetíveis à doença, devido às mudanças drásticas em suas vidas, adaptação às novas regras e horários, afastamento de parentes e conhecidos.

Não precisa enfrentar sozinho

A Fundação Britânica de Beneficência é uma das ONGs que realizam projetos que combatem a depressão na terceira idade. Para Ricardo Rosado (31), Coordenador de Desenvolvimento Institucional da entidade, a solidão pode acarretar problemas na saúde mental entre as pessoas dessa faixa etária. “A solidão é algo que debilita muito a saúde do idoso com o passar do tempo, nós os admitimos aqui para ter atividades de graça, porque entendemos que é muito benéfico nessa idade e eles chegam, fazem amigos, começam a participar dos eventos e mentalmente a saúde deles melhora muito por sair da situação de isolamento e solidão”, explica.

Desde a década de 40, a organização ajuda os mais necessitados em aspectos sociais. No passado, Helen Stacey enxergou uma forma de ajudar os ex-combatentes de guerra que queriam se refugiar no Brasil. Dentro de sua casa, no Jardim Europa, Helen os abrigava e cada pessoa morava em um quarto. Com o passar do tempo, as pessoas envelheceram e naturalmente a ONG passou a se dedicar-se à causa do idoso.

Durante vários anos a Fundação passou por diversas ações. Atualmente, existe o Centro de Convivência para o Idoso, que passou a ser um lugar para atividades ao longo do dia, sendo elas, teatro, aulas de inglês, yoga e a principal delas, a dança, que foi desenvolvida pelas voluntárias Victoria de Paula (23), produtora de eventos, e Taiane Almeida (27), professora de dança.

Elas perceberam que não existem muitos projetos voltados aos idosos, então tiveram a ideia de criar uma atividade que pudesse ajudar esse grupo. “Resolvemos juntar nossos trabalhos para fazer um projeto específico para terceira idade, porque a gente sente que é um grupo que tem uma carência muito grande de projetos que falem diretamente com eles, são escassos os locais na sociedade que essas pessoas podem frequentar e que os tirem dessa ideia de que idosos tem que fazer crochê, ficar em casa com o netos e tal”, relata Victoria.

Depressão em idosos e os riscos da doença nessa fase da vida

Com o avançar da idade, as dificuldades podem se acumular ou se apresentar a intervalos curtos de tempo, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a depressão atinge nos Estados Unidos, até 5% dos idosos que vivem em comunidade. Os números dobram se tratando daqueles internados em hospitais (11,5%) e dos doentes em homecare (13,5%).

O envelhecimento progressivo da população é um fator importante a ser considerado, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a proporção de pessoas acima de 60 anos vai quase duplicar até o ano de 2050, passando de 12% para 22% do total (de 900 milhões para 2 bilhões de indivíduos).

A depressão é uma das doenças mentais que mais atinge as pessoas da terceira idade, segundo Fabio Armentano, coordenador da equipe de psicogeriatria do AME. Segundo a psiquiatra Dra. Jandira Mansur, em entrevista ao site da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, o predomínio da doença e como ela se manifesta pode variar de acordo com a situação do idoso.

“Para aqueles que vivem com a família e estão inseridos na comunidade, a prevalência de sintomas depressivos gira em torno de 15% da população idosa”, explica

“Esse número pode dobrar quando nos deparamos com idosos institucionalizados, que estão em casas de repouso ou asilos. Em pacientes hospitalizados por problemas de saúde, a prevalência chega a quase 50%”, continua Armetano.

O especialista divide as pessoas que têm depressão na terceira idade em dois grupos.

  • Aqueles que nunca tiveram depressão e passam a ter.
  • Aqueles que já vêm de um quadro de depressão ao longo da vida.

No primeiro caso, o componente hereditário é menor, a doença fica muito mais relacionada a dificuldades trazidas pelo envelhecimento em si, tais como problemas cognitivos, perda de papel social e limitações trazidas por doenças físicas. O segundo grupo envolve pacientes com histórico que remete a quadros depressivos prévios, tratados ou não, e que podem apresentar características de cronificação.

Apatia e negativismo

O psiquiatra gerontólogo Eduardo Nogueira, em entrevista ao Correio Braziliense, diz que a tristeza nem sempre está presente nos idosos deprimidos, há outras características que merecem atenção, como apatia, redução de contato social e negativismo. “Em situações assim, não é incomum ocorrer a depressão sem tristeza, que é menos perceptível para paciente, familiares e profissionais. Ou seja, atenção àqueles idosos que ficam muito quietos”, ensina

A doença não tem uma causa específica, podendo ser desencadeada por uma mistura de fatores psicológicos e sociais. Além dessas razões, a depressão em idosos pode se desencadear a partir de uma série de problemas relacionas à terceira idade, como o afastamento da família, a perda do papel social com a aposentadoria e o falecimento do cônjuge.

Esse foi o caso da aposentada Heloisa Carvalho de Abreu, 79 anos. Sendo uma pessoa muito alegre e divertida, conta sobre a história de suas grandes perdas e seu diagnóstico com a doença.

“Perdi meu marido, meu irmão e minha mãe, um atrás do outro. Foi muito forte. Meu marido e minha mãe eram muito importantes para mim. Eu não percebia, mas meu filho falou que depois que minha mãe morreu, eu fiquei diferente. Depois foi meu irmão que caiu em casa e morreu. Por fim meu marido, que tinha uma doença séria no coração, tinha mal de Parkinson e problemas pulmonares. Era uma luta terrível. Meu filho dizia que eu já não era mais a mesma. Passei em consultórios e me diagnosticaram com depressão”, relata.

Outro exemplo é a aposentada dona de casa, Cleide Terra Ultramari, 72 anos, que viu sua vida mudar após descobrir sobre a doença de sua mãe e passar a cuidar dela por 2 anos seguidos até sua morte. “Fiquei dois anos com a minha mãe direto, ela teve Alzheimer, eu estava cuidando dela pois já não andava mais. Meu marido também me ajudava. Depois ela faleceu e eu não queria mais sair de casa. Meus filhos me chamavam para sair e eu não queria ir, só ficava dentro de casa”, conta a idosa.

Tratamento

Tratar a depressão do idoso também é diferente, segundo o psiquiatra Carlos Galduróz para o Correio Braziliense, ele exige mais cuidados do que um adolescente ou um adulto. É preciso saber com detalhes como estão órgãos como fígado e rim. Isso porque eles podem ser afetados pelos antidepressivos. “Tem que tomar cuidado com a dose, porque o metabolismo do idoso é mais lento e essas drogas são metabolizadas no fígado. Se a gente der uma dose excessiva, esse remédio vai ficar muito tempo circulando, o que não é bom”, informa Galduróz

As condições do cérebro também influenciam o tratamento. “O cérebro do idoso está numa fase degenerativa. O número de neurônios vai diminuindo com o passar dos anos. Interfere até no prognóstico e talvez a pessoa com bastante idade não consiga ficar sem o remédio, por falta de neurônios”, completa o psiquiatra.

Prevenção

A pesquisa feita pela Organização Australiana “Beyond Blue” (Treatments for Depression) revela que alguns hábitos simples melhoram a qualidade de vida do idoso e pode ajudar a prevenir a depressão, tais como:

  • Dormir bem: quanto melhor a noite de sono, menos propenso é a chance de desenvolver a doença.
  • Exercitar-se: 30 minutos de exercícios físicos moderados aumentas os níveis de substâncias ligadas à sensação de bem-estar.
  • Meditar: a meditação ativa áreas do cérebro ligadas à felicidade, também é uma arma importante contra ansiedade e depressão.
  • Controlar as taxas de açúcar: corpo e mente estão intimamente ligados. Quedas e altas na taxa de açúcar no organismo (hipoglicemia e hiperglicemia) têm a capacidade de alterar o humor. Se isso ocorrer repetidamente, pode levar a um quadro agravante da doença.

A dança na terceira idade

Desde 2012 a população brasileira acima de 60 anos vem crescendo. Hoje, o número de idosos no país supera a marca de 30 milhões, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE.

Percebendo a carência de projetos para os idosos, Victoria e Taiane desenvolveram uma ação que pudesse ajudar tanto na parte motora e mental. Estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), relacionando dança e idosos comprovam que a atividade contribui para a saúde física e mental, especialmente no desenvolvimento da força, agilidade, flexibilidade, do ritmo e equilíbrio. Exercícios físicos, quando realizados regularmente, retardam as doenças que podem acometer pessoas nessa idade.

Para Heloisa, as atividades oferecidas na ONG a ajudaram a superar grandes traumas. “Uma pessoa que eu conheci me indicou esse Centro que é uma coisa maravilhosa. Tenho muitas atividades como pilates e dança. Meu filho me disse para não ficar em casa, para eu ir para rua, fazer exercícios. Ele quer me ver na rua, não em casa (risos). Isso aqui é uma benção de Deus na minha vida”, conta a aposentada.

A prática da dança ajuda a manter o cérebro em plena atividade, pois eleva a circulação cerebral em áreas adormecidas. Os estímulos desta atividade aumentam as conexões neuronais, o que proporciona ao idoso maiores habilidades no aprendizado, raciocínio e na memória. Esses exercícios reduzem o estresse e a ansiedade, elevam a autoestima e afastam os sintomas da depressão.

Sabendo desses benefícios, Victoria e Taiane ensinam diversos ritmos na Fundação. Em suas aulas, não são professoras “ditadoras de regras”, pois o intuito é estimular essas pessoas. “Nós não somos exigentes com as coisas, sempre estamos fazendo piadas. Eles se divertem, dão risada, porque eles já são pessoas que estão aqui procurando distrações para a cabeça, então não faz sentido nenhum elas chegarem aqui e encararem professores que exigem demais. A maioria está com depressão, ou teve uma grande perda na família”, declara Victoria.

O papel do Estado nesta causa

O texto da Constituição Federal de 1988 confere um modelo de seguridade social a todos os cidadãos. A assistência social é entendida como direito e não filantropia, portanto, é dever do Estado assegurá-la. Em 1993, a promulgação da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), reconheceu como política pública a oferta de proteção social independente de qualquer contribuição prévia à população socialmente vulnerável. E desde então, com o surgimento da lei 10.741 de 2003, o Estatuto do Idoso, passou a ser também um dever de toda a sociedade brasileira.

Em uma das perguntas, Heloisa respondeu não ver participação ativa do Governo na causa em questão. “Totalmente omisso”, afirmou ela.

Nota-se, portanto, que não basta a simples existência de normas jurídicas, é necessário que haja uma agenda estratégica bem definida no campo de política pública. A descentralização dessa responsabilidade permite que municípios e estados trabalhem juntamente com o Poder Público para incrementação de políticas que visem assistência e “empoderamento” do idoso.

A vida continua

Para que o envelhecimento seja uma experiência positiva, uma vida mais longa deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança. De acordo com a estimativa de vida calculada pelo IBGE, quem nascer domingo (03/11) deverá viver, em média, pelo menos até os 74 anos. Essa realidade serve para formar um novo perfil da população brasileira.

Outra consequência desse avanço é a melhora da qualidade e longevidade da vida dos idosos, que passaram a ser cada vez mais ativos e movimentadores da economia. Segundo os dados divulgados em 2015 pelo IBGE, 27% da população idosa brasileira (acima dos 60) trabalhava em 2012.

Também de acordo com os dados do IBGE, a partir da década de 2030, o Brasil terá mais idosos do que crianças e adolescentes até 14 anos.

Sabendo disso, a FBB tem como exemplo Joana Barbosa de Lima, aposentada de 63 anos que diz em depoimento que sua vida nunca parou mesmo com a mudança para a terceira idade. “Minha vida sempre foi boa, não tenho nada do que reclamar. Não tenho nenhuma doença, graças a Deus. Viajo, passeio, fico em casa se tiver vontade, também se não tiver, eu saio. Trabalhei em banco. Sou aposentada já”, comenta.

Uma ação que ajuda

Querendo fazer seus beneficiários refletirem sobre a causa que eles estão ingressados, a ONG pensou em uma ação que pudesse uni-los. Trata-se da peça de teatro que aborda a passagem da terceira idade e o que eles sentiram ao entrar nesse grupo, dando para cada integrante um personagem/papel que os incentivam a desenvolverem pensamento crítico sobre o assunto, trazendo mais autonomia, criatividade e sentido de vida para os idosos.

O intuito da Fundação Britânica de Beneficência é mostrar para os idosos que a vida não para aos 60 anos. A ONG traz atividades que até mesmo as pessoas mais novas fazem, como a dança, teatro e aulas de inglês. Isso demonstra que os mais velhos também têm a capacidade de fazer tudo o que um jovem faz mesmo tendo suas limitações da idade.

Diário de Bordo

Sobre a ONG (Grupo)

Conhecemos a ONG, Fundação Britânica de Beneficência e ficamos encantados com a metodologia de trabalho proposto por voluntários e representantes com os idosos.

Durante as entrevistas conhecemos 4 mulheres que frequentam a ONG e participam das atividades neste local, Cleide, 72 anos; Heloisa, 80; Joana, 63 e Suzanne, 72. Foi simplesmente emocionante e inspirador o bate-papo com elas, jamais tínhamos a dimensão de quanto fazia bem a essas mulheres o trabalho fornecido pela Instituição. Atividades como aulas de inglês, teatro, informática, dança, yoga e ginástica. Elas contam com imensa alegria que participam de quase todas, e que essas atividades contribuem e muito para a saúde delas.

A FBB faz um trabalho maravilhoso para o desenvolvimento social do idoso. Muitos poderiam estar em suas casas, sentados o dia inteiro no sofá, tricotando, fazendo somente atividades domésticas, mas, o incentivo de continuar aprendendo os motivam cada dia mais a desenvolver atividades que contribuem e muito para continuar a vida e ser feliz.

Aprendizados

Julia

A FBB mudou meu conceito sobre as ONGs que abordam sobre a causa do Idoso, sempre tive o pensamento que Organizações que mexem com os mais velhos tinham atividades que não fugiam do padrão, como crochê, bingo, baralho e etc. Tendo a vivência com esta ONG, percebi que vai muito além disso e mudou completamente meu pensamento.

Sobre a causa da terceira idade, eu não tinha o menor conhecimento sobre o que os afetava diretamente. Com a APS, aprendi sobre assuntos que nunca passariam na minha cabeça, por exemplo, como a depressão pode atingir essa idade. Agora compreendo que a vida vai muito além dos 60 anos.

Letícia

Depois que a gente conheceu essa ONG, percebi que a minha visão sobre a causa do Idoso era limitada, pois achava que os asilos, hoje em dia aprendi que são chamados de ILPIs, apenas cuidavam dos idosos, não imaginava que teria diversas atividades. Os idosos são muito mais ativos e tem atividades que até eu gostaria de participar.

Percebi que os idosos são muito solitários e a ONG os ajuda na melhoria dessa questão também. Depois de entrevistar os idosos, entendi que temos que dar mais valor a eles, escutar suas histórias de vida, porque para nós agregaria bastante e infelizmente estamos deixando isso para trás.

Karoline

Desconstruída é a palavra. O fato de saber que envelhecer pode ser um processo difícil para alguns, e que o sentimento de desamparo está ligado a eles, tanto por parte do Governo quanto por parte de familiares, me tocou profundamente. Mas mesmo assim, todos ali procuram sua autonomia e sua própria maneira de continuar a vida. Fui entrevistá-los e ganhei uma aula de vida. Por cima de muitos medos que cercam a terceira idade, ainda há vontade de viver dentro deles, e isso é inspirador.

O trabalho da FBB e de todos os envolvidos é incrível. Eles olham para aqueles que tantos nos ensinaram e que hoje são deixados de lado. Eu me sinto muito mais motivada em voltar meu olhar para essa causa que faz toda a diferença na vida de tanta gente.

Heitor

Sempre me perguntei como seria a minha vida ao chegar aos 60 anos de idade. Eu, sendo jovem, sempre observei a sociedade anciã de passos lentos e cabelos brancos, como uma sociedade que iria encontrar inúmeras dificuldades para desenvolver suas capacidades de mobilidade e raciocínio em relação a uma pessoa que possui entre 18 e 30 anos de idade. Achei que com a chegada dessa idade, as dificuldades seriam as piores possíveis para viver.

Nesta APS, focamos nessa sociedade denominada para muitos “A melhor Idade”. Estava muito curioso para conhecer um pouco sobre a rotina deles, como eles conviviam entre si e desenvolviam sua mente.

A Fundação Britânica de Beneficência ao Idoso faz um trabalho maravilhoso para o desenvolvimento social do idoso. O incentivo de continuar aprendendo os motivam cada dia mais a desenvolver atividades que contribuem e muito para continuar a vida e ser feliz.