Churrasco da British Society reúne cerca de 90 pessoas no St. Paul’s
Cerca de 90 pessoas da comunidade britânica se reuniram no sábado, dia 11 de abril, no colégio St.Paul’s para participar do Churrasco da British Society. O evento, que tradicionalmente era organizado pela antiga Royal British Legion, foi realizado pela primeira vez sob a nova estrutura, na qual a RBL foi incorporada à Fundação Britânica de Beneficência.
Com os mesmos objetivos de fortalecer os laços e as tradições da comunidade britânica, o evento foi um grande sucesso! Diferentes gerações fizeram parte da celebração – dos mais velhos aos jovens escoteiros do grupo Carajás. Marcaram presença também o diretor do colégio St. Paul’s, Sr. Titus Edge, e o Presidente da British Society e da Fundação Britânica de Beneficência, Sr. Andrew Greenlees.
“Todos aproveitaram a oportunidade de interagir com a comunidade e, graças à generosidade da escola, desfrutaram da excelente comida e bebida oferecidas”, disse Derek Barnes, um dos organizadores do evento. Além do churrasco, o evento contou com a venda de livros usados em inglês e uma divertida rifa com prêmios como um vinho do Porto, caixa de bombons, entre outros. “Um evento de sucesso é aquele em que a boa comida serve de pretexto para socializar e criar memórias felizes. O nosso foi exatamente assim: um momento de união e muito alegria!”, disse Anne Speyer.
A British Society agradece ao colégio St. Paul’s pelo patrocínio e ao grupo Carajás pelo apoio na realização do churrasco. A verba arrecadada com a venda de convites será doada para a Fundação Britânica de Beneficência e a Fundação St Paul’s. O próximo churrasco está planejado para setembro.“Tenho certeza de que este foi o primeiro de muitos eventos que unirão a Comunidade Britânica para promover o bem-estar de todos”, disse Andrew Greenless, presidente da FBB.
CCI levou cerca de 100 idosos para passear no São Paulo Yacht Club
Dia 22 de setembro, o Centro de Convivência para Idosos promoveu o SPYC DAY 2023, um dia muito especial para os idosos que fazem parte dos nossos projetos.
Logo cedo, um grupo de cerca de 100 idosos se reuniu na sede da FBB em Pinheiros e seguiu de ônibus fretado para o São Paulo Yacht Club, clube da comunidade britânica que fica nas margens da Represa Guarapiranga.
Ao chegar, já havia uma farta mesa de café-da-manhã esperando pelo grupo. E ao longo de todo o dia, com o apoio de toda a nossa equipe de Welfare e professores do CCI, os idosos aprenderam e se divertiram muito com uma intensa programação que incluiu aula de yoga, pintura, dança circular, brincadeiras, almoço delicioso e um inesquecível passeio de vela na represa. Tudo isso num dia lindo e ensolarado!
Veja abaixo algumas fotos que mostra a alegria e a animação que tomou conta do grupo!
Fundação Britânica de Beneficência comemora 75 anos de cuidados com os idosos
Inauguração da Stacey House no Jardim Prudência
Em outubro de 2022, a Fundação Britânica de Beneficência completou 75 anos de trabalho dedicado à causa do idoso. Neste artigo, conversamos com membros da comunidade, funcionários e amigos para falar sobre momentos marcantes da trajetória da instituição, nossa missão e desafios. Confira!
Stacey House: o início de tudo
A história da Fundação Britânica de Beneficência começa antes mesmo de sua instituição formal, em 1947, e se mescla com a história da British Society São Paulo. Em 1940, cidadãos britânicos residentes no estado de São Paulo elegeram um Community Council (Conselho da Comunidade) que, posteriormente foi rebatizado de British Society São Paulo, para promover os interesses dos veteranos de guerra da British Armed Forces durante a Segunda Guerra Mundial. Após o fim do conflito em 1945, a comunidade decidiu manter-se mobilizada para continuar com suas atividades e serviços sociais na capital paulistana.
Dois anos mais tarde, em 1947, Helen Stacey, cidadã britânica extremamente engajada, abriu as portas de sua casa no Jardim Prudência, Zona Sul de São Paulo, para prestar assistência a seus compatriotas em situação de vulnerabilidade, em sua maioria idosos. Nascia assim a Stacey House, local que, além de ser um aconchegante lar para os mais velhos, acabou se tornando um espaço de convivência e fortalecimento de toda a comunidade britânica em São Paulo.
Rachel Govier, vice-presidente da Fundação, conta que começou a frequentar a casa ainda na infância. “Eu tinha parentes que moravam lá. Minha mãe me levava para conversar com os idosos e, quando meus filhos nasceram, eu os levava porque as bisavós deles moravam lá. Era muito bom. Sempre gostei de conversar com os idosos e ouvir suas histórias”, lembra Rachel.
Sandra Pavani, supervisora financeira da Fundação há 22 anos também lembra com carinho dos anos em que frequentou a Stacey House. “Aquela casa tinha uma lareira e um sofá que eram muito convidativos para ficar batendo papo. Os idosos que moravam lá eram fantásticos”, relembra Sandra. “Parecia uma república de pessoas mais velhas. Os amigos sentavam juntos para conversar, jogavam cartas, era um clima muito bom”.
Na sede da Fundação, uma caixa guarda dezenas de álbuns com fotografias dos eventos realizados na casa desde a sua inauguração. São almoços de domingo, aniversários, festas de Páscoa, Natal, Ano Novo, Carnaval. Registros de muito carinho e afeto entre os idosos, familiares, equipe e membros da comunidade.
Além de visitar parentes e participar de algumas festividades, a fisioterapeuta Penny Ahlgrimm prestou um grande serviço voluntário aos idosos dando aulas e práticas corporais semanalmente durante 28 anos. “Era muito prazeroso oferecer esse trabalho e acho que eles também sentiam um pouco disso, sempre me perguntavam quando seria a próxima aula”, lembra Penny. A generosidade e dedicação da fisioterapeuta foram reconhecidas não só pela comunidade, mas também pela rainha Elizabeth II. Em 2020, ela recebeu a medalha MBE (Member of the Most Excellent Order of the British Empire), condecoração dada a pessoas que realizam grandes trabalhos pelo povo britânico.
Almoço com a comunidade
Mudança para ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos)
O imóvel onde funcionava a Stacey House foi um aconchegante lar para cerca de 130 idosos da comunidade durante quase 60 anos e o ponto de partida para a criação da Fundação Britânica de Beneficência. Mas, com o passar do tempo, o envelhecimento das pessoas foi demandando cada vez mais cuidados e as instalações da casa já não eram suficientes para atender os idosos adequadamente e de forma financeiramente sustentável.
Por isso, em 2006, a diretoria da FBB decidiu encerrar as atividades da Stacey House e transferir os idosos para instituições de longa permanência, que já possuem funcionários e infraestrutura adequada para dar assistência 24 horas para seus residentes. Era o início do ProgramaAcolher.
Derek Barnes, trustee da Fundação, lembra bem como foi este processo de transição. “O presidente da época me pediu para fazer um estudo da viabilidade econômica da Stacey House e comprovamos que manter como estava era inviável”, lembra Derek. “A transferência foi a melhor solução encontrada”.
Grupo de idosas no jardim da Stacey House
Oficina de artesanato no CCI em Paraisópolis
Ampliação dos trabalhos
A mudança da Stacey House para ILPIs significou um ajuste no foco da instituição e culminou em ações que redefiniram suas diretrizes. A comunidade britânica percebeu que o trabalho da Fundação poderia ser expandido e que era o momento de retribuir à sociedade brasileira pela acolhida e cuidado que seus antepassados receberam no Brasil. Pensando nisso, foram criados outros programas e projetos que se dedicam à causa do idoso em geral, independentemente de sua origem.
O Programa Multiplicar presta apoio a instituições idôneas que acolhem e cuidam de idosos em situação de grave vulnerabilidade desde 2009. A Fundação contribui com recursos financeiros e humanos nos lares Casa Madre Teodora dos Idosos e Lar Benção. Em outubro de 2018 foi criado o Centro de Convivência para os Idosos (CCI), projeto que oferece semanalmente uma programação de atividades gratuitas que favorecem o envelhecimento saudável como oficinas de memória, aulas de música, teatro, yoga, dança circular, entre outros. Os encontros começaram de forma presencial na sede da Cultura Inglesa no Butantã e passaram a ser online por conta da pandemia. O projeto hoje tem 100 idosos matriculados que, além dos aprendizados das oficinas, fortaleceram amizades e vínculos com a frequência nas atividades. E, desde agosto deste ano, o CCI passou a oferecer atividades semanais também na sede da Cultura Inglesa de Paraisópolis.
O trabalho com a comunidade britânica também foi ampliado com a criação dos programas Cuidar e Amparar. O Programa Cuidar acompanha os idosos em consultas médicas e exames clínicos, fazendo um trabalho preventivo e dando assistência aos que precisam de ajuda nos cuidados com a saúde. “Disponibilizamos um acompanhante em hospital para ajudar as famílias quando um parente está internado. Ajudamos os idosos a marcar as consultas, lembramos eles dos agendamentos, acompanhamos a consulta e reportamos a família o que ouvimos dos médicos”, explica Rachel. “Também tentamos ao máximo manter os idosos em seus lares, mesmo que com a ajuda de cuidadores”. Já o Programa Amparar concede assistência a idosos mais vulneráveis para suprir necessidades básicas de alimentação, habitação, saúde e medicamentos.
Todas essas transformações mostram o quanto o trabalho da FBB evoluiu, cresceu e se atualizou ao longo destes 75 anos. Mas existe algo que nunca mudou: o cuidado e o respeito com os mais velhos. E neste ano tão marcante para a história da instituição, toda a equipe e a direção têm se reunido para repensar a sua missão, seus projetos e formas de financiamento. Porque sabemos que podemos fazer muito mais e temos novos desafios pela frente, como, por exemplo, encontrar um novo espaço no Butantã para a retomada das atividades presenciais do CCI na região e financiamento para ampliar os serviços oferecidos. “Meu sonho é ter um grande centro que funcione diariamente e que realize atendimentos como assistência odontológica, instalação de aparelhos auditivos, entre outros. Espero também que possamos oferecer mais atividades aos idosos brasileiros”, completa a vice-presidente. Que a força do nosso compromisso com quem já fez tanto por nós nos ajude a chegar ainda mais longe nos próximos anos.
Visita a instituição de idosos vulneráveis
Histórias marcantes
Os entrevistados para esse artigo contaram algumas histórias marcantes e curiosas que presenciaram durante estes 75 anos de FBB. Veja abaixo algumas delas.
Tinha uma residente na Stacey House que um dia falou que queria fazer aulas de bateria e eu perguntei “a Sra. sempre quis fazer aulas de bateria e não teve oportunidade?”. E ela respondeu “não, é que à tarde esses velhotes ficam dormindo e fica muito silêncio aqui, então tocando a bateria eu agitaria um pouco esta casa”.
– Sandra Pavani
Comemoramos os 100 anos de uma residente, dona Gertrude Vigar, e me emocionei muito vendo a reação dela ao entrar no prédio onde fica o escritório da FBB e ver todos os seus parentes e amigos. Olhar o rosto dela transbordando de felicidade vivendo aquele momento foi lindo demais! E quando o príncipe Harry veio ao Brasil, ela foi convencida a conversar com ele num evento. O protocolo era de 5 minutos, mas ele a adorou e ficaram mais de 20 conversando. Ela tinha muito orgulho de contar essa história.
– Sandra Pavani
Na primeira vez que dei aula para os idosos na Stacey House, eu comecei dando movimentos sentada e depois pedi para todos ficarem de pé para continuar o movimento. E duas idosas caíram no chão porque perderam o equilíbrio. Foi o maior susto! Achei que nunca mais daria aula para eles. No entanto, ninguém se machucou, adaptei a aula para ter somente movimentos sentados e deu tudo certo.
– Penny Ahlgrimm
Quando eu organizava a Queen’s Birthday Party, conseguia doações grandes de queijos britânicos para servir aos convidados. E tinha uma senhora que, além de comer, quando ninguém estava olhando, ela colocava muitos queijos dentro de uma bolsa e os levava para casa. Era muito engraçado, ela adorava os queijos britânicos!
– Derek Barnes.
O que muda nos cuidados com a Covid-19 depois de ser vacinado(a)?
Depois de um início conturbado, com muito atraso e desorganização, a vacinação no Brasil parece estar finalmente ganhando força. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a previsão do governo é que todas as pessoas com mais de 18 anos tenham recebido a primeira dose até o dia 16 deste mês.
A notícia é muito boa e os resultados dessa crescente imunização já começam a aparecer. Segundo a Agência Brasil, com o avanço da vacinação, as mortes por covid-19 caíram 46% entre março e junho deste ano no estado de São Paulo. Nesse mesmo período, o número de pacientes internados caiu 44%.
Mas apesar da melhora significativa, a situação ainda está longe de ser controlada. E mesmo com alguns serviços voltando a funcionar presencialmente, o que traz um aparente clima de normalidade, especialistas alertam que é fundamental continuar com os principais cuidados para evitar o contágio e transmissão do vírus: uso de máscaras, higienização constante das mãos e evitar aglomerações.
Ou seja, embora muitas pessoas já possam respirar mais aliviadas por estarem imunizadas, na prática, os cuidados preventivos precisam ser mantidos por enquanto. E o motivo é que diante do tamanho da população do Brasil, cerca de 210 milhões de habitantes, o número de pessoas imunizadas ainda é muito baixo e, portanto, o vírus continua circulando com muita força. Além disso, a vacinação diminui muito a chance de a doença se manifestar de forma grave ou fatal, mas não impede o contágio nem a transmissão do vírus.
Na Inglaterra, por exemplo, somente em maio deste ano que a flexibilização avançou e os pubs e restaurantes puderam voltar a receber clientes em áreas internas e cinemas e estabelecimentos esportivos puderam retomar as suas atividades. E isso só aconteceu depois que dois terços dos adultos já tinham tomado a primeira dose da vacina e um terço já tinha recebido as duas doses.
Aqui no Brasil, apesar do avanço recente, somente 50,45% da população recebeu a primeira dose da vacina e apenas 21,42% estão completamente imunizados, com duas doses ou dose única. Ou seja, o caminho da vacinação por aqui ainda é longo.
Em entrevista a Radioagência Nacional, o médico David Urbaez, diretor científico da Sociedade Brasileira de Infectologia do Distrito Federal, afirmou que mesmo vacinadas, as pessoas devem fazer uso da máscara o tempo inteiro, manter o distanciamento de 2 metros em todos os lugares e evitar qualquer tipo de aglomeração, além de fazer higiene de mãos e de superfícies de forma frequente. Para o especialista, só poderemos ter uma proteção coletiva contra o coronavírus no Brasil e uma possível flexibilização de cuidados quando cerca de 160 milhões de brasileiros forem vacinados, entre 70 e 80% da população.
Doença de Alzheimer: Conscientização sobre Riscos e Atenuantes
Escrito por Alessandra Macedo Pinto*
O dia 21 de setembro é mundialmente conhecido como o Dia da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer e, por isso, neste mês todas as autoridades de saúde estão voltadas para lembrar as pessoas sobre essa condição, que afeta grande parte da população mundial e que está crescendo de maneira diretamente proporcional ao aumento da expectativa de vida. Essa conscientização é necessária para que a sociedade entenda a importância da prevenção, do diagnóstico precoce, dos cuidados e do apoio aos familiares e cuidadores das pessoas portadoras dessa doença.
A Doença de Alzheimer (DA) vem sendo estudada há bastante tempo, pois é a maior causa de demência em pessoas idosas. Ela acontece de maneira lenta e gradual, sendo muito difícil identificar com exatidão seu início. Acredita-se que as alterações cerebrais que caracterizam a doença ocorrem até anos antes do aparecimento dos primeiros sinais da doença. Até o momento não conseguiram desenvolver nenhum medicamento capaz de reverter essas alterações, que são responsáveis por todos os sinais clínicos e comportamentais da DA.
Conforme a progressão da doença, o indivíduo começa a manifestar algumas características típicas da enfermidade como:
Alteração na memória. A capacidade de formar novas memórias é comprometida e as pessoas tendem a esquecer episódios recentes. A memória pregressa, ou seja, memória de fatos antigos, é preservada até os estágios mais tardios da doença.
Incapacidade de planejamento e pensamento lógico são percebidos já no início da doença.
Dificuldades em atividades como fazer compras, ligações telefônicas, entender custos e cálculos, que antes eram exercidas facilmente.
Desorientação no tempo e no espaço é um sintoma recorrente, que pode fazer com que até um ambiente muito familiar não seja mais reconhecido. É comum o indivíduo se perder no próprio bairro ou mesmo dentro de casa. A perda da capacidade de orientação no tempo pode levar a pessoa, por exemplo, a se levantar no meio da noite e começar a preparar o almoço.
Em estágios moderados da doença, outros sintomas podem aparecer, como mudanças significativas de personalidade e dificuldades no uso da linguagem. Pessoas introvertidas e reservadas podem se tornar extrovertidas e de comportamento inapropriado e as que sempre se comunicaram bem podem ter problemas para compreender e expressar ideias.
Uma das estruturas cerebrais acometidas no início da DA é o hipocampo. É no hipocampo que se formam as memórias, por isso quando existe ruptura das conexões entre as células nessa região, a pessoa fica incapaz de criar novas memórias. À medida que a doença avança, todas as estruturas e regiões do cérebro são afetadas e, além da memória, outras habilidades e funções são perdidas, como a habilidade de comunicação, capacidade de locomoção, de deglutição, resultando na perda total da capacidade funcional e, consequentemente o óbito.
Apesar de ser uma doença progressiva e irreversível, a DA pode ser prevenida ou postergada. Um artigo da University College of London, que foi publicado em julho de 2020 na revista The Lancet, mostrou que 4 entre 10 casos de demência poderiam ser prevenidos ou adiados. Esse estudo aponta os principais fatores de risco para demências, incluindo a Doença de Alzheimer. Esses fatores de risco podem ser reversíveis, isto é, quando são modificados, evitados ou abandonados, podem prevenir o desenvolvimento de doenças. Evidências científicas de vários estudos apontam 12 fatores de risco relacionados com o desenvolvimento de demências, que são: baixa escolaridade, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, depressão, perda auditiva, isolamento social, consumo de álcool, traumatismo craniano e poluição do ar.
As diferentes formas de envelhecer podem interferir no desenvolvimento de doenças na terceira idade e favorecer, nas classes menos privilegiadas da sociedade brasileira, o agravamento desses fatores de risco.
É importante dizer que, fatores de risco como baixa escolaridade não define isoladamente o destino de desenvolver ou não a DA. Em qualquer idade se pode desenvolver habilidades que favorecem novas conexões cerebrais como aprender a tocar um instrumento musical, a dançar, a falar um novo idioma, fazer artesanato, pintura, desenho, crochê, etc. Nunca é tarde para aprender, no sentido mais amplo que essa palavra possa ter; aqui não se está condenando a pessoa que não teve oportunidade de estudo formal.
Parece um discurso de “senso comum”, mas recomendações para manter o controle da pressão arterial e o diabetes, evitar o cigarro, o consumo de bebida alcoólica, o sedentarismo e a obesidade são medidas que não só vão influenciar na prevenção de demência como vão garantir a manutenção da qualidade de vida. O tratamento adequado de condições como a depressão e a diminuição auditiva vão favorecer o convívio social que, por sua vez, estimula o desenvolvimento cognitivo. E nada melhor para oxigenar o cérebro do que estar em contato com natureza e respirar o ar puro.
Já é sabido também a importância da prevenção de quedas na terceira idade pelo risco de fraturas. As concussões cerebrais e traumatismo craniano são, muitas vezes, decorrentes de quedas e podem desencadear alterações neuronais que resultam em demências.
É preciso ressaltar que para cada um desses fatores de risco, existe uma forma de intervenção e estudos mostram que algumas atividades iniciadas mesmo na terceira idade podem beneficiar o cérebro e evitar demências.
Diante do que foi exposto nesse artigo, é importante salientar que a conscientização da Doença de Alzheimer deve sempre incluir as medidas de prevenção da doença. O aumento da expectativa de vida é uma conquista não somente do avanço da medicina, mas também das melhores condições de vida e acesso à saúde, porém é preciso que esses anos acrescidos à vida da população sejam vividos com independência, autonomia e qualidade de vida. Esperamos que seja descoberto em breve um marcador biológico com assertividade no diagnóstico da Doença de Alzheimer para vislumbrarmos um futuro melhor.
* Alessandra é enfermeira com mestrado em gerontologia e voluntária da Fundação Britânica de Beneficência
Radionovela “Uma Aventura na Fazenda”
A quarentena nos fez suspender as atividades do nosso Centro de Convivência para Idosos e pensar nas melhores formas de adaptá-las para o ambiente virtual. E a turma de Teatro teve uma ótima ideia! Que tal relembrar os tempos da radionovela?
A radionovela “Uma Aventura na Fazenda” foi produzida pela Fundação Britânica de Beneficência, dirigida pela Professora Victória di Paula, editada por Thayanni Almeida e Guilherme Comparone, e estrelada pelos participantes da turma: Cleide Ultramari, Maria de Fátima Borges, Rubens Poentes, Silvia Cassilha e Suzanne Bries.
Como ouvir a radionovela
Achamos que o resultado ficou muito bom e deveria ser divulgado.
Por isso, criamos um canal de podcast no Spotify onde o primeiro capítulo já foi publicado: Spotify da FBB
Se quiser saber mais sobre o projeto e sobre o nosso trabalho, é só assistir!
Caso você seja um idoso interessado em participar do projeto: no momento não temos vagas abertas, mas estamos trabalhando para aumentar nossa capacidade de atendimento.
Assim que retomarmos as atividades presenciais ou abrirmos matrícula para novas vagas, divulgaremos por e-mail, pelo site e pelas redes sociais.
Agradecemos o interesse e esperamos que todos os interessados se inscrevam quando possível
Nossas medidas contra o Coronavírus
Como você sabe, a Fundação Britânica de Beneficência trabalha com a população acima de 60 anos, que representa o principal grupo de risco do Coronavírus. Por esse motivo, desde o princípio da crise acompanhamos a evolução da doença bem de perto.
No início da última semana distribuímos um guia sobre o vírus e reforçamos as dicas de prevenção a todos os idosos que fazem parte dos nossos projetos. No entanto, com o agravamento da situação e diante das últimas orientações dos órgãos de Saúde competentes, decidimos suspender todas as atividades voltadas ao público idoso por tempo indeterminado, até que existam condições seguras para sua retomada.
Mas seguimos engajados em nossa missão de promover o bem-estar de idosos, e estamos em contato constante (porém virtual) com todos os nossos beneficiários para orientá-los e informá-los sobre a doença.
Aproveitamos essa mensagem para reforçar que, se você é idoso ou faz parte de algum grupo de risco, tome as medidas recomendadas pelas autoridades para evitar contágio pelo vírus.
Adicionalmente, em respeito a nossa comunidade e aos nossos colaboradores, e com o objetivo de reduzir a propagação do COVID-19, evitando a sobrecarga no sistema de saúde, toda a nossa equipe está trabalhando em home office durante esse período.
Estamos abrindo um Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis
Como já adiantamos na Retrospectiva 2019 publicada há alguns dias, estamos abrindo um Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis! Assim como a unidade do Butantã, essa também funcionará em parceria com a Cultura Inglesa, que inaugurou uma escola na região para dar aulas de inglês gratuitamente aos moradores da comunidade.
Fachada da Cultura Inglesa Paraisópolis
Funcionamento do Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis
Começaremos com 2 oficinas semanais de Memória e Artesanato. Ambas acontecerão nas manhãs de sexta-feira e serão precedidas por um café da manhã.
Teremos 30 vagas em cada, totalizando 60 idosos participando do nosso projeto ao longo do primeiro semestre. Só poderão se matricular aqueles que morem na comunidade, e priorizaremos quem estiver em situação de maior vulnerabilidade.
Primeiros passos
Em janeiro começamos a divulgar nosso projeto para idosos em Paraisópolis. Fomos à Associação de Moradores, às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a outros serviços focados no público sênior. Também espalhamos alguns cartazes pela região convidando os interessados para uma roda de conversa.
Essa conversa ocorreu na última sexta-feira de janeiro e serviu para nos apresentarmos às pessoas. Depois, aproveitamos para falar sobre o projeto e fazer uma demonstração da oficina de Memória e Artesanato. A Professora Rosane explicou os benefícios da atividade, que vão muito além da memória. Ela também trabalha a coordenação motora, a cognição e a criatividade, e as peças produzidas podem se tornar uma fonte de renda para os participantes.
As peças, aliás, foram um grande sucesso. A Professora levou alguns exemplos do que pode ser feito ao longo do semestre – bijuterias, cadernos, sacolas, brinquedos, artigos de decoração – e conquistou o pessoal. A melhor parte é que tudo é feito com materiais recicláveis que podem ser encontrados em casa.
Professora Rosane mostrando um pouco da oficina de Memória e Artesanato
Para finalizar a atividade, ela propôs uma aula prática. Com um rolo de papel higiênico, uma folha sulfite, tesoura e cola, cada participante deveria criar uma flor. Apesar das dificuldades iniciais, todos se empolgaram e produziram um belo jardim! Dá uma olhada no resultado:
Flores da oficina de Memória e Artesanato
Continuidade do projeto
Esse projeto ainda é um piloto e vai acontecer no primeiro semestre. Vamos usá-lo para entrar em Paraisópolis e conhecer a região. Também queremos entender quais as demandas de sua população acima dos 60 anos para planejar nossos próximos passos.
Só tiramos essa ideia do papel agora pois tivemos o apoio de um parceiro da FBB, a quem somos muito gratos! Após ouvir nossa proposta de levar o CCI a Paraisópolis, ele acreditou no projeto e resolveu nos apoiar.
Estamos confiantes de que o Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis será um sucesso. E muito motivados para buscar novos parceiros que queiram nos apoiar em sua manutenção e ampliação.
Estávamos num clube de vela às margens do Guarapiranga e não podíamos deixar de ter passeios de barco. Com ajuda do SPYC e seus membros, levamos vários idosos para velejar pela represa.
Idosos prestes a velejar pela represa com um barco do SPYC
Também tivemos oficina de yoga, com a Professora Luciana, de dança circular, com a Professora Cida, e de música e movimento, com a Professora Penny. As três atuam em nosso Centro desde sua inauguração e são muito participativas. E o mais legal é que o evento aconteceu em 16 de outubro, dia em que o projeto comemorou seu primeiro ano de existência.
Professoras Cida e Luciana durante o encontro
Penny dando sua oficina de Música e Movimento
E o clube de jardinagem São Paulo Garden Club também marcou presença. Tivemos uma aula muito bacana para aprender a plantar suculentas e mexer com a terra.
Aula de jardinagem com o São Paulo Garden Club e suas suculentas
Para fazer tudo isso, o pessoal precisou gastar bastante energia. E nada melhor que um almoço entre amigos, no restaurante do próprio SPYC, para recuperar as forças e descansar um pouco.
Como já afirmamos antes, proporcionar atividades de lazer é essencial para promover a melhora na qualidade de vida de idosos. Por esse motivo, nos esforçamos para realizar o máximo de ações possíveis com os nossos beneficiários.
Além disso, a convivência e troca de experiências entre eles é essencial para criar laços afetivos e de amizade. A interação entre pessoas com diferentes histórias e visões de mundo é muito positiva e ajuda a construir pontes e fortalecer a empatia. E a gente, que acompanha todo esse processo, sempre aprende muito!
Agradecimentos especiais
Antes de mais nada, temos que agradecer os idosos que embarcam com tanto entusiasmo em todas as nossas ideias e projetos.
Também agradecemos o SPYC, com menção especial a Michael Downey, Comodoro do clube, a Peter Comber, a cargo dos passeios no barco a vela, e a Cecilia Bennett, responsável pelo restaurante do Clube. Sem o clube e sua equipe jamais poderíamos ter feito um encontro de idosos tão bacana.
A equipe do São Paulo Garden Club e suas representantes: Gillian Govier, Judy Beer e Lissa Codling.
Aos nossos voluntários, cuja mão de obra foi essencial para manter tudo sob controle: Alessandra Macedo, Alan Govier, Ana Rodrigues, Beatriz, Dantas, Cida Paiva, Craig Bavinton, Cristiane Silva, Érica Dantas, Fran Freitas, Isabela Bertho, Luciana Aguiar, Marina Matheus, Neide Dantas, Patrícia White, Penny Ahlgrimm, Rachel Govier, Rosane Perrote, Sandra Pavani e Suely Bertelli.
Parte da equipe e voluntários da FBB, responsáveis por fazer a mágica acontecer
Saúde Concierge otimizará gestão de saúde da FBB
A Saúde Concierge, empresa que atua como parceira estratégica de operadoras, planos de saúde e RHs para a gestão e uso consciente dos recursos de saúde, fechou parceria com a Fundação Britânica de Beneficência. Por meio de tecnologia e acompanhamento profissional, a healthtech vai monitorar os beneficiários da FBB, garantindo atenção primária e melhor aproveitamento de recursos
“O objetivo de trabalho da Saúde Concierge será a gestão de saúde desses idosos, disponibilizando uma equipe de profissionais de saúde atuando de forma humanizada e customizada, contemplando hábitos de seus beneficiários. O respaldo médico e de gestão vai dar maior liberdade para a Fundação trabalhar no cuidado social do idoso, que também resultará em uma melhor qualidade de vida para o assistido”, diz Tatiana Giatti, diretora-executiva da Saúde Concierge.
A gestão de saúde na FBB
A Fundação já tem parceria estabelecida com a Associação Samaritano, para exames e consultas no Hospital de mesmo nome. Já o trabalho da Saúde Concierge estará concentrado na atenção primária. A partir de seu sistema integrado, a healthtech receberá informações sobre o paciente em tempo real, 24 horas por dia. Com o uso de Big Data, Inteligência Artificial e uma equipe multidisciplinar, a empresa definirá junto à Fundação as principais metas de melhoria dos pacientes.
“A parceria com a Saúde Concierge começa no Programa Cuidar, que contempla 45 beneficiários e envolve o acompanhamento e transporte para consultas e tratamentos médicos. Queremos melhorar a gestão de saúde desses idosos para que a qualidade de vida deles seja ainda melhor”, explica Ricardo Rosado, coordenador de Desenvolvimento Institucional da Fundação Britânica de Beneficência.
A equipe profissional da Saúde Concierge conta com médicos clínico geral, geriatras, enfermeiros, cardiologistas, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais da área da saúde que estarão à disposição dos beneficiários da Fundação. O profissional que acompanha o paciente já estará respaldado pelas informações do sistema e pode ser muito mais assertivo em orientar, tirar uma dúvida ou indicar nova conduta. Nos contatos remotos, a equipe de enfermagem coletará as sensações do paciente e checará se ele está seguindo as recomendações de acordo com seu quadro clínico, para garantir continuidade das ações mesmo longe do médico.
“Nossa atuação acontecerá por meio de multicanais e essa gestão e acompanhamento em tempo real do que está sendo realizado garantirá o padrão de qualidade do tratamento. Queremos qualificar de forma técnica o quadro clínico desses beneficiários, montar um histórico de saúde e estabelecer um plano de ação conjunto com a Fundação para melhorar a qualidade de vida, além de otimizar recursos”, explica a diretora executiva da Saúde Concierge, Tatiana Giatti.
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