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Radionovela “Uma Aventura na Fazenda”

 

A quarentena nos fez suspender as atividades do nosso Centro de Convivência para Idosos e pensar nas melhores formas de adaptá-las para o ambiente virtual. E a turma de Teatro teve uma ótima ideia! Que tal relembrar os tempos da radionovela?

A radionovela “Uma Aventura na Fazenda” foi produzida pela Fundação Britânica de Beneficência, dirigida pela Professora Victória di Paula, editada por Thayanni Almeida e Guilherme Comparone, e estrelada pelos participantes da turma: Cleide Ultramari, Maria de Fátima Borges, Rubens Poentes, Silvia Cassilha e Suzanne Bries.

Como ouvir a radionovela

Achamos que o resultado ficou muito bom e deveria ser divulgado.

Por isso, criamos um canal de podcast no Spotify onde o primeiro capítulo já foi publicado: Spotify da FBB

Também é possível ouvir pela plataforma Anchor FM: https://anchor.fm/fundacaobritanica

Vale a pena ouvir (e ajudar a gente a aumentar o alcance desse projeto)! ❤️

Nos próximos dias vamos publicar os capítulos seguintes, então é só seguir a nossa conta para ser notificado.

Repercussão do projeto

A radionovela tem tido uma repercussão incrível!

Uma matéria sobre ela foi veiculada no jornal SP1, da Rede Globo, e pode ser vista aqui: SP1 | Idosos montam radionovela para passar o tempo durante a pandemia

Se quiser saber mais sobre o projeto e sobre o nosso trabalho, é só assistir!

Caso você seja um idoso interessado em participar do projeto: no momento não temos vagas abertas, mas estamos trabalhando para aumentar nossa capacidade de atendimento.

Assim que retomarmos as atividades presenciais ou abrirmos matrícula para novas vagas, divulgaremos por e-mail, pelo site e pelas redes sociais.

Agradecemos o interesse e esperamos que todos os interessados se inscrevam quando possível

Estamos abrindo um Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis

 

Como já adiantamos na Retrospectiva 2019 publicada há alguns dias, estamos abrindo um Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis! Assim como a unidade do Butantã, essa também funcionará em parceria com a Cultura Inglesa, que inaugurou uma escola na região para dar aulas de inglês gratuitamente aos moradores da comunidade.

Fachada da Cultura Inglesa Paraisópolis, onde acontecerão as atividades do nosso Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis
Fachada da Cultura Inglesa Paraisópolis

Funcionamento do Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis

Começaremos com 2 oficinas semanais de Memória e Artesanato. Ambas acontecerão nas manhãs de sexta-feira e serão precedidas por um café da manhã.

Teremos 30 vagas em cada, totalizando 60 idosos participando do nosso projeto ao longo do primeiro semestre. Só poderão se matricular aqueles que morem na comunidade, e priorizaremos quem estiver em situação de maior vulnerabilidade.

Primeiros passos

Em janeiro começamos a divulgar nosso projeto para idosos em Paraisópolis. Fomos à Associação de Moradores, às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a outros serviços focados no público sênior. Também espalhamos alguns cartazes pela região convidando os interessados para uma roda de conversa.

Essa conversa ocorreu na última sexta-feira de janeiro e serviu para nos apresentarmos às pessoas. Depois, aproveitamos para falar sobre o projeto e fazer uma demonstração da oficina de Memória e Artesanato. A Professora Rosane explicou os benefícios da atividade, que vão muito além da memória. Ela também trabalha a coordenação motora, a cognição e a criatividade, e as peças produzidas podem se tornar uma fonte de renda para os participantes.

As peças, aliás, foram um grande sucesso. A Professora levou alguns exemplos do que pode ser feito ao longo do semestre – bijuterias, cadernos, sacolas, brinquedos, artigos de decoração – e conquistou o pessoal. A melhor parte é que tudo é feito com materiais recicláveis que podem ser encontrados em casa.

Professora Rosane mostrando um pouco da oficina de Memória e Artesanato no nosso Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis
Professora Rosane mostrando um pouco da oficina de Memória e Artesanato

Para finalizar a atividade, ela propôs uma aula prática. Com um rolo de papel higiênico, uma folha sulfite, tesoura e cola, cada participante deveria criar uma flor. Apesar das dificuldades iniciais, todos se empolgaram e produziram um belo jardim! Dá uma olhada no resultado:

Flores da oficina de Memória e Artesanato no Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis
Flores da oficina de Memória e Artesanato

Continuidade do projeto

Esse projeto ainda é um piloto e vai acontecer no primeiro semestre. Vamos usá-lo para entrar em Paraisópolis e conhecer a região. Também queremos entender quais as demandas de sua população acima dos 60 anos para planejar nossos próximos passos.

Só tiramos essa ideia do papel agora pois tivemos o apoio de um parceiro da FBB, a quem somos muito gratos! Após ouvir nossa proposta de levar o CCI a Paraisópolis, ele acreditou no projeto e resolveu nos apoiar.

Estamos confiantes de que o Centro de Convivência para Idosos em Paraisópolis será um sucesso. E muito motivados para buscar novos parceiros que queiram nos apoiar em sua manutenção e ampliação.

Se você gostou e quer nos apoiar, mande uma mensagem ou faça uma doação mensal.

A vida não para aos 60

 

*Reportagem escrita por: Heitor Ferreira Silva, Julia Santos Silva, Karoline Guimarães e Letícia Ramos Siqueira.

A vida não para aos 60

A passagem para a terceira idade pode ser um desafio para alguns, mas não precisa ser enfrentado sozinho.

11% de idosos brasileiros com idades entre 60 a 64 anos foram diagnosticados com depressão, aponta uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A faixa etária detém a maior proporção entre os 11,2 milhões de brasileiros com a doença.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o segundo no ranking de países com indivíduos depressivos do continente americano, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

O abandono como uma das causas

Entre os idosos, os institucionalizados em ILPIs (asilos) ou casas geriátricas são os mais suscetíveis à doença, devido às mudanças drásticas em suas vidas, adaptação às novas regras e horários, afastamento de parentes e conhecidos.

Não precisa enfrentar sozinho

A Fundação Britânica de Beneficência é uma das ONGs que realizam projetos que combatem a depressão na terceira idade. Para Ricardo Rosado (31), Coordenador de Desenvolvimento Institucional da entidade, a solidão pode acarretar problemas na saúde mental entre as pessoas dessa faixa etária. “A solidão é algo que debilita muito a saúde do idoso com o passar do tempo, nós os admitimos aqui para ter atividades de graça, porque entendemos que é muito benéfico nessa idade e eles chegam, fazem amigos, começam a participar dos eventos e mentalmente a saúde deles melhora muito por sair da situação de isolamento e solidão”, explica.

Desde a década de 40, a organização ajuda os mais necessitados em aspectos sociais. No passado, Helen Stacey enxergou uma forma de ajudar os ex-combatentes de guerra que queriam se refugiar no Brasil. Dentro de sua casa, no Jardim Europa, Helen os abrigava e cada pessoa morava em um quarto. Com o passar do tempo, as pessoas envelheceram e naturalmente a ONG passou a se dedicar-se à causa do idoso.

Durante vários anos a Fundação passou por diversas ações. Atualmente, existe o Centro de Convivência para o Idoso, que passou a ser um lugar para atividades ao longo do dia, sendo elas, teatro, aulas de inglês, yoga e a principal delas, a dança, que foi desenvolvida pelas voluntárias Victoria de Paula (23), produtora de eventos, e Taiane Almeida (27), professora de dança.

Elas perceberam que não existem muitos projetos voltados aos idosos, então tiveram a ideia de criar uma atividade que pudesse ajudar esse grupo. “Resolvemos juntar nossos trabalhos para fazer um projeto específico para terceira idade, porque a gente sente que é um grupo que tem uma carência muito grande de projetos que falem diretamente com eles, são escassos os locais na sociedade que essas pessoas podem frequentar e que os tirem dessa ideia de que idosos tem que fazer crochê, ficar em casa com o netos e tal”, relata Victoria.

Depressão em idosos e os riscos da doença nessa fase da vida

Com o avançar da idade, as dificuldades podem se acumular ou se apresentar a intervalos curtos de tempo, de acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a depressão atinge nos Estados Unidos, até 5% dos idosos que vivem em comunidade. Os números dobram se tratando daqueles internados em hospitais (11,5%) e dos doentes em homecare (13,5%).

O envelhecimento progressivo da população é um fator importante a ser considerado, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a proporção de pessoas acima de 60 anos vai quase duplicar até o ano de 2050, passando de 12% para 22% do total (de 900 milhões para 2 bilhões de indivíduos).

A depressão é uma das doenças mentais que mais atinge as pessoas da terceira idade, segundo Fabio Armentano, coordenador da equipe de psicogeriatria do AME. Segundo a psiquiatra Dra. Jandira Mansur, em entrevista ao site da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, o predomínio da doença e como ela se manifesta pode variar de acordo com a situação do idoso.

“Para aqueles que vivem com a família e estão inseridos na comunidade, a prevalência de sintomas depressivos gira em torno de 15% da população idosa”, explica

“Esse número pode dobrar quando nos deparamos com idosos institucionalizados, que estão em casas de repouso ou asilos. Em pacientes hospitalizados por problemas de saúde, a prevalência chega a quase 50%”, continua Armetano.

O especialista divide as pessoas que têm depressão na terceira idade em dois grupos.

  • Aqueles que nunca tiveram depressão e passam a ter.
  • Aqueles que já vêm de um quadro de depressão ao longo da vida.

No primeiro caso, o componente hereditário é menor, a doença fica muito mais relacionada a dificuldades trazidas pelo envelhecimento em si, tais como problemas cognitivos, perda de papel social e limitações trazidas por doenças físicas. O segundo grupo envolve pacientes com histórico que remete a quadros depressivos prévios, tratados ou não, e que podem apresentar características de cronificação.

Apatia e negativismo

O psiquiatra gerontólogo Eduardo Nogueira, em entrevista ao Correio Braziliense, diz que a tristeza nem sempre está presente nos idosos deprimidos, há outras características que merecem atenção, como apatia, redução de contato social e negativismo. “Em situações assim, não é incomum ocorrer a depressão sem tristeza, que é menos perceptível para paciente, familiares e profissionais. Ou seja, atenção àqueles idosos que ficam muito quietos”, ensina

A doença não tem uma causa específica, podendo ser desencadeada por uma mistura de fatores psicológicos e sociais. Além dessas razões, a depressão em idosos pode se desencadear a partir de uma série de problemas relacionas à terceira idade, como o afastamento da família, a perda do papel social com a aposentadoria e o falecimento do cônjuge.

Esse foi o caso da aposentada Heloisa Carvalho de Abreu, 79 anos. Sendo uma pessoa muito alegre e divertida, conta sobre a história de suas grandes perdas e seu diagnóstico com a doença.

“Perdi meu marido, meu irmão e minha mãe, um atrás do outro. Foi muito forte. Meu marido e minha mãe eram muito importantes para mim. Eu não percebia, mas meu filho falou que depois que minha mãe morreu, eu fiquei diferente. Depois foi meu irmão que caiu em casa e morreu. Por fim meu marido, que tinha uma doença séria no coração, tinha mal de Parkinson e problemas pulmonares. Era uma luta terrível. Meu filho dizia que eu já não era mais a mesma. Passei em consultórios e me diagnosticaram com depressão”, relata.

Outro exemplo é a aposentada dona de casa, Cleide Terra Ultramari, 72 anos, que viu sua vida mudar após descobrir sobre a doença de sua mãe e passar a cuidar dela por 2 anos seguidos até sua morte. “Fiquei dois anos com a minha mãe direto, ela teve Alzheimer, eu estava cuidando dela pois já não andava mais. Meu marido também me ajudava. Depois ela faleceu e eu não queria mais sair de casa. Meus filhos me chamavam para sair e eu não queria ir, só ficava dentro de casa”, conta a idosa.

Tratamento

Tratar a depressão do idoso também é diferente, segundo o psiquiatra Carlos Galduróz para o Correio Braziliense, ele exige mais cuidados do que um adolescente ou um adulto. É preciso saber com detalhes como estão órgãos como fígado e rim. Isso porque eles podem ser afetados pelos antidepressivos. “Tem que tomar cuidado com a dose, porque o metabolismo do idoso é mais lento e essas drogas são metabolizadas no fígado. Se a gente der uma dose excessiva, esse remédio vai ficar muito tempo circulando, o que não é bom”, informa Galduróz

As condições do cérebro também influenciam o tratamento. “O cérebro do idoso está numa fase degenerativa. O número de neurônios vai diminuindo com o passar dos anos. Interfere até no prognóstico e talvez a pessoa com bastante idade não consiga ficar sem o remédio, por falta de neurônios”, completa o psiquiatra.

Prevenção

A pesquisa feita pela Organização Australiana “Beyond Blue” (Treatments for Depression) revela que alguns hábitos simples melhoram a qualidade de vida do idoso e pode ajudar a prevenir a depressão, tais como:

  • Dormir bem: quanto melhor a noite de sono, menos propenso é a chance de desenvolver a doença.
  • Exercitar-se: 30 minutos de exercícios físicos moderados aumentas os níveis de substâncias ligadas à sensação de bem-estar.
  • Meditar: a meditação ativa áreas do cérebro ligadas à felicidade, também é uma arma importante contra ansiedade e depressão.
  • Controlar as taxas de açúcar: corpo e mente estão intimamente ligados. Quedas e altas na taxa de açúcar no organismo (hipoglicemia e hiperglicemia) têm a capacidade de alterar o humor. Se isso ocorrer repetidamente, pode levar a um quadro agravante da doença.

A dança na terceira idade

Desde 2012 a população brasileira acima de 60 anos vem crescendo. Hoje, o número de idosos no país supera a marca de 30 milhões, segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE.

Percebendo a carência de projetos para os idosos, Victoria e Taiane desenvolveram uma ação que pudesse ajudar tanto na parte motora e mental. Estudos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), relacionando dança e idosos comprovam que a atividade contribui para a saúde física e mental, especialmente no desenvolvimento da força, agilidade, flexibilidade, do ritmo e equilíbrio. Exercícios físicos, quando realizados regularmente, retardam as doenças que podem acometer pessoas nessa idade.

Para Heloisa, as atividades oferecidas na ONG a ajudaram a superar grandes traumas. “Uma pessoa que eu conheci me indicou esse Centro que é uma coisa maravilhosa. Tenho muitas atividades como pilates e dança. Meu filho me disse para não ficar em casa, para eu ir para rua, fazer exercícios. Ele quer me ver na rua, não em casa (risos). Isso aqui é uma benção de Deus na minha vida”, conta a aposentada.

A prática da dança ajuda a manter o cérebro em plena atividade, pois eleva a circulação cerebral em áreas adormecidas. Os estímulos desta atividade aumentam as conexões neuronais, o que proporciona ao idoso maiores habilidades no aprendizado, raciocínio e na memória. Esses exercícios reduzem o estresse e a ansiedade, elevam a autoestima e afastam os sintomas da depressão.

Sabendo desses benefícios, Victoria e Taiane ensinam diversos ritmos na Fundação. Em suas aulas, não são professoras “ditadoras de regras”, pois o intuito é estimular essas pessoas. “Nós não somos exigentes com as coisas, sempre estamos fazendo piadas. Eles se divertem, dão risada, porque eles já são pessoas que estão aqui procurando distrações para a cabeça, então não faz sentido nenhum elas chegarem aqui e encararem professores que exigem demais. A maioria está com depressão, ou teve uma grande perda na família”, declara Victoria.

O papel do Estado nesta causa

O texto da Constituição Federal de 1988 confere um modelo de seguridade social a todos os cidadãos. A assistência social é entendida como direito e não filantropia, portanto, é dever do Estado assegurá-la. Em 1993, a promulgação da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), reconheceu como política pública a oferta de proteção social independente de qualquer contribuição prévia à população socialmente vulnerável. E desde então, com o surgimento da lei 10.741 de 2003, o Estatuto do Idoso, passou a ser também um dever de toda a sociedade brasileira.

Em uma das perguntas, Heloisa respondeu não ver participação ativa do Governo na causa em questão. “Totalmente omisso”, afirmou ela.

Nota-se, portanto, que não basta a simples existência de normas jurídicas, é necessário que haja uma agenda estratégica bem definida no campo de política pública. A descentralização dessa responsabilidade permite que municípios e estados trabalhem juntamente com o Poder Público para incrementação de políticas que visem assistência e “empoderamento” do idoso.

A vida continua

Para que o envelhecimento seja uma experiência positiva, uma vida mais longa deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança. De acordo com a estimativa de vida calculada pelo IBGE, quem nascer domingo (03/11) deverá viver, em média, pelo menos até os 74 anos. Essa realidade serve para formar um novo perfil da população brasileira.

Outra consequência desse avanço é a melhora da qualidade e longevidade da vida dos idosos, que passaram a ser cada vez mais ativos e movimentadores da economia. Segundo os dados divulgados em 2015 pelo IBGE, 27% da população idosa brasileira (acima dos 60) trabalhava em 2012.

Também de acordo com os dados do IBGE, a partir da década de 2030, o Brasil terá mais idosos do que crianças e adolescentes até 14 anos.

Sabendo disso, a FBB tem como exemplo Joana Barbosa de Lima, aposentada de 63 anos que diz em depoimento que sua vida nunca parou mesmo com a mudança para a terceira idade. “Minha vida sempre foi boa, não tenho nada do que reclamar. Não tenho nenhuma doença, graças a Deus. Viajo, passeio, fico em casa se tiver vontade, também se não tiver, eu saio. Trabalhei em banco. Sou aposentada já”, comenta.

Uma ação que ajuda

Querendo fazer seus beneficiários refletirem sobre a causa que eles estão ingressados, a ONG pensou em uma ação que pudesse uni-los. Trata-se da peça de teatro que aborda a passagem da terceira idade e o que eles sentiram ao entrar nesse grupo, dando para cada integrante um personagem/papel que os incentivam a desenvolverem pensamento crítico sobre o assunto, trazendo mais autonomia, criatividade e sentido de vida para os idosos.

O intuito da Fundação Britânica de Beneficência é mostrar para os idosos que a vida não para aos 60 anos. A ONG traz atividades que até mesmo as pessoas mais novas fazem, como a dança, teatro e aulas de inglês. Isso demonstra que os mais velhos também têm a capacidade de fazer tudo o que um jovem faz mesmo tendo suas limitações da idade.

Diário de Bordo

Sobre a ONG (Grupo)

Conhecemos a ONG, Fundação Britânica de Beneficência e ficamos encantados com a metodologia de trabalho proposto por voluntários e representantes com os idosos.

Durante as entrevistas conhecemos 4 mulheres que frequentam a ONG e participam das atividades neste local, Cleide, 72 anos; Heloisa, 80; Joana, 63 e Suzanne, 72. Foi simplesmente emocionante e inspirador o bate-papo com elas, jamais tínhamos a dimensão de quanto fazia bem a essas mulheres o trabalho fornecido pela Instituição. Atividades como aulas de inglês, teatro, informática, dança, yoga e ginástica. Elas contam com imensa alegria que participam de quase todas, e que essas atividades contribuem e muito para a saúde delas.

A FBB faz um trabalho maravilhoso para o desenvolvimento social do idoso. Muitos poderiam estar em suas casas, sentados o dia inteiro no sofá, tricotando, fazendo somente atividades domésticas, mas, o incentivo de continuar aprendendo os motivam cada dia mais a desenvolver atividades que contribuem e muito para continuar a vida e ser feliz.

Aprendizados

Julia

A FBB mudou meu conceito sobre as ONGs que abordam sobre a causa do Idoso, sempre tive o pensamento que Organizações que mexem com os mais velhos tinham atividades que não fugiam do padrão, como crochê, bingo, baralho e etc. Tendo a vivência com esta ONG, percebi que vai muito além disso e mudou completamente meu pensamento.

Sobre a causa da terceira idade, eu não tinha o menor conhecimento sobre o que os afetava diretamente. Com a APS, aprendi sobre assuntos que nunca passariam na minha cabeça, por exemplo, como a depressão pode atingir essa idade. Agora compreendo que a vida vai muito além dos 60 anos.

Letícia

Depois que a gente conheceu essa ONG, percebi que a minha visão sobre a causa do Idoso era limitada, pois achava que os asilos, hoje em dia aprendi que são chamados de ILPIs, apenas cuidavam dos idosos, não imaginava que teria diversas atividades. Os idosos são muito mais ativos e tem atividades que até eu gostaria de participar.

Percebi que os idosos são muito solitários e a ONG os ajuda na melhoria dessa questão também. Depois de entrevistar os idosos, entendi que temos que dar mais valor a eles, escutar suas histórias de vida, porque para nós agregaria bastante e infelizmente estamos deixando isso para trás.

Karoline

Desconstruída é a palavra. O fato de saber que envelhecer pode ser um processo difícil para alguns, e que o sentimento de desamparo está ligado a eles, tanto por parte do Governo quanto por parte de familiares, me tocou profundamente. Mas mesmo assim, todos ali procuram sua autonomia e sua própria maneira de continuar a vida. Fui entrevistá-los e ganhei uma aula de vida. Por cima de muitos medos que cercam a terceira idade, ainda há vontade de viver dentro deles, e isso é inspirador.

O trabalho da FBB e de todos os envolvidos é incrível. Eles olham para aqueles que tantos nos ensinaram e que hoje são deixados de lado. Eu me sinto muito mais motivada em voltar meu olhar para essa causa que faz toda a diferença na vida de tanta gente.

Heitor

Sempre me perguntei como seria a minha vida ao chegar aos 60 anos de idade. Eu, sendo jovem, sempre observei a sociedade anciã de passos lentos e cabelos brancos, como uma sociedade que iria encontrar inúmeras dificuldades para desenvolver suas capacidades de mobilidade e raciocínio em relação a uma pessoa que possui entre 18 e 30 anos de idade. Achei que com a chegada dessa idade, as dificuldades seriam as piores possíveis para viver.

Nesta APS, focamos nessa sociedade denominada para muitos “A melhor Idade”. Estava muito curioso para conhecer um pouco sobre a rotina deles, como eles conviviam entre si e desenvolviam sua mente.

A Fundação Britânica de Beneficência ao Idoso faz um trabalho maravilhoso para o desenvolvimento social do idoso. O incentivo de continuar aprendendo os motivam cada dia mais a desenvolver atividades que contribuem e muito para continuar a vida e ser feliz.

Encontro de idosos beneficiários dos projetos da FBB

 

Essa semana fizemos o nosso primeiro evento com os beneficiários de todos os nossos projetos. E esse encontro de idosos não poderia ter sido melhor!

Levamos todos ao SPYC (São Paulo Yacht Club), um clube de vela que fica às margens do Guarapiranga e tem um espaço lindo. Tivemos a presença de participantes do nosso Centro do Convivência para Idosos, de residentes da Casa Madre Teodora dos Idosos, lar público que auxiliamos em nosso Programa Multiplicar, e de beneficiários do Programa Cuidar. E, claro, também recebemos alguns membros da comunidade britânica para honrar as nossas origens 🙂

Atividades e lazer para todos os gostos

Estávamos num clube de vela às margens do Guarapiranga e não podíamos deixar de ter passeios de barco. Com ajuda do SPYC e seus membros, levamos vários idosos para velejar pela represa.

Idosos prestes a velejar pela represa com um barco do SPYC
Idosos prestes a velejar pela represa com um barco do SPYC

Também tivemos oficina de yoga, com a Professora Luciana, de dança circular, com a Professora Cida, e de música e movimento, com a Professora Penny. As três atuam em nosso Centro desde sua inauguração e são muito participativas. E o mais legal é que o evento aconteceu em 16 de outubro, dia em que o projeto comemorou seu primeiro ano de existência.

Professoras Cida e Luciana durante o encontro
Professoras Cida e Luciana durante o encontro
Penny dando sua oficina de Música e Movimento
Penny dando sua oficina de Música e Movimento

E o clube de jardinagem São Paulo Garden Club também marcou presença. Tivemos uma aula muito bacana para aprender a plantar suculentas e mexer com a terra.

Aula de jardinagem com o São Paulo Garden Club e suas suculentas
Aula de jardinagem com o São Paulo Garden Club e suas suculentas

Para fazer tudo isso, o pessoal precisou gastar bastante energia. E nada melhor que um almoço entre amigos, no restaurante do próprio SPYC, para recuperar as forças e descansar um pouco.

Um brinde a mais um evento de sucesso
Um brinde a mais um evento de sucesso

Para ver mais fotos do evento, visite a nossa página no Facebook 🙂

E por que fazer um encontro de idosos?

Como já afirmamos antes, proporcionar atividades de lazer é essencial para promover a melhora na qualidade de vida de idosos. Por esse motivo, nos esforçamos para realizar o máximo de ações possíveis com os nossos beneficiários.

Além disso, a convivência e troca de experiências entre eles é essencial para criar laços afetivos e de amizade. A interação entre pessoas com diferentes histórias e visões de mundo é muito positiva e ajuda a construir pontes e fortalecer a empatia. E a gente, que acompanha todo esse processo, sempre aprende muito!

Agradecimentos especiais

Antes de mais nada, temos que agradecer os idosos que embarcam com tanto entusiasmo em todas as nossas ideias e projetos.

Também agradecemos o SPYC, com menção especial a Michael Downey, Comodoro do clube, a Peter Comber, a cargo dos passeios no barco a vela, e a Cecilia Bennett, responsável pelo restaurante do Clube. Sem o clube e sua equipe jamais poderíamos ter feito um encontro de idosos tão bacana.

A equipe do São Paulo Garden Club e suas representantes: Gillian Govier, Judy Beer e Lissa Codling.

Aos nossos voluntários, cuja mão de obra foi essencial para manter tudo sob controle: Alessandra Macedo, Alan Govier, Ana Rodrigues, Beatriz, Dantas, Cida Paiva, Craig Bavinton, Cristiane Silva, Érica Dantas, Fran Freitas, Isabela Bertho, Luciana Aguiar, Marina Matheus, Neide Dantas, Patrícia White, Penny Ahlgrimm, Rachel Govier, Rosane Perrote, Sandra Pavani e Suely Bertelli.

Parte da equipe e voluntários da FBB, responsáveis por fazer a mágica acontecer
Parte da equipe e voluntários da FBB, responsáveis por fazer a mágica acontecer

Teatro da Terceira Idade: apresentação da peça “Comida”

 

“E você? Tem fome de que? De onde veio? Como veio parar aqui? Do que se lembra? O que deseja ainda construir? Qual sua melhor receita? Qual seu prato predileto? Como experimenta a vida? São algumas reflexões nesta aventura chamada TEATRO. Nesta montagem, o alimento semeado e colhido por mulheres do interior da Bahia é finalizado pela alquimia do master chef mágico cidadão do mundo que transforma a matéria prima em diversão, arte e saída para qualquer parte. De qualquer parte do mundo, de outra geração, cultura e história, chagamos aqui para enriquecer um Brasil Diverso. Somos Europeus, Asiáticos, Africanos e Latinos. Nos alimentamos de memórias e percalços. Somos recheados de experiência de vida e flambados com esperança, solidariedade, desejo por liberdade e por um mundo melhor.”

 

Ao iniciar nosso Centro de Convivência para Idosos (CCI) em outubro do ano passado, não podíamos imaginar que em menos de 9 meses apresentaríamos uma peça escrita e encenada pelos participantes da nossa oficina de Teatro da Terceira Idade.

No final do ano passado já havíamos organizado um Sarau da Maturidade, em que os idosos – em performances individuais e em grupo – cantaram, dançaram, declamaram textos e falaram sobre suas vidas para uma plateia de quase 50 pessoas. Mas partir disso para criar uma peça do zero foi um desafio enorme e que não sabíamos se conseguiríamos cumprir.

Sorte nossa que Yara Toscano, Professora e Diretora Teatral responsável pela oficina, topou o desafio e que os idosos se jogaram de corpo e alma nessa aventura, dispostos a encarar esse processo de 6 meses sem saber no que daria.

A peça “Comida”

Surgido da própria vivência e das ideias de nossos artistas, o texto da peça foi construído ao longo do primeiro semestre na oficina de Teatro da Terceira Idade, que acontece todas as manhãs de quinta-feira em nosso Centro de Convivência.

Animados com o sucesso do Sarau da Maturidade 2018, todos nós – equipe da Fundação Britânica, a professora Yara e os idosos – queríamos repetir e melhorar a experiência. E, após algumas conversas e ensaios, ficou claro para todos que o projeto deveria ir além da mera reprodução de uma peça já existente. Com isso, definimos que o texto seria criado pelos próprios participantes com base em suas experiências de vida e nas mensagens que gostariam de passar para o público.

Essa decisão se mostrou um acerto enorme: com um texto próprio, a motivação de todos aumentou e várias histórias passaram a ser compartilhadas com a intenção de transformá-las em cenas dessa peça em construção. E coube à Diretora juntar tudo numa história coesa e cativante, contando com a ajuda de Lucas Marques, Diretor Musical que se juntou ao projeto e ficou responsável pela banda e pelas músicas da peça.

Os ensaios do Teatro da Terceira Idade

A maior parte dos ensaios aconteceu no espaço do nosso Centro de Convivência para Idosos, na Cultura Inglesa do Butantã. Por 6 meses nos encontramos às quintas-feiras, das 8h45 às 12h, para lapidar o texto e ensaiar as cenas.

Com o tempo a peça foi tomando forma e chegando ao texto final, em que músicas, cenas líricas e mensagens profundas se uniram para transmitir uma ideia de “esperança, solidariedade, desejo por liberdade e por um mundo melhor”, como a sinopse de “Comida” afirma.

Esses ensaios nos mostraram que a peça só poderia ser apresentada em um teatro profissional. Por esse motivo, apelamos mais uma vez para a Cultura Inglesa, nossa parceira de primeira hora no projeto, que nos cedeu o teatro existente em sua unidade de Pinheiros para fazermos o ensaio e apresentação final da peça.

Esse ensaio final ocorreu na quinta-feira, dia 18 de julho, e serviu para que os atores se familiarizassem com o novo palco e entendessem a dinâmica da apresentação. Yara aproveitou para fazer alguns ajustes finais e contamos com a ajuda do Cristiano Andrade, responsável pelo espaço, para testar a iluminação, cenografia e outros detalhes.

Crédito das fotos: Alberto Travassos
Ensaio da Peça "Comida" | Teatro da Terceira Idade da Fundação Britânica de Beneficência
Para mais, veja o álbum do ensaio no Facebook

A apresentação de “Comida”

O dia 20 de julho chegou e, com ele, a apresentação da nossa peça. Os envolvidos chegaram mais cedo para ensaiar uma última vez e preparar figurino e maquiagem. Apesar do nervosismo e ansiedade, todos estavam muito animados e felizes com o momento, como vocês podem ver nas nossas fotos do camarim:

Crédito das fotos: Alberto Travassos e Magali Gonçalves 
Peça "Comida" | Teatro da Terceira Idade da Fundação Britânica de Beneficência
Para mais, veja o álbum da peça no Facebook

E por volta das 17h15 a peça finalmente começou! Uma plateia de cerca de 75 pessoas, composta majoritariamente por convidados dos artistas e da Fundação Britânica, já estava em seus lugares prontos para ver a estreia do espetáculo e a primeira vez dos nossos atores num palco de teatro.

Na apresentação de “Comida”, que durou cerca de 45 minutos, vimos o resultado desse projeto incrível! A peça foi linda e acabou aplaudida de pé por todos os presentes. Foi uma tarde inspiradora, que nos deu a certeza de estarmos no caminho certo com nosso Centro de Convivência para Idosos.

Crédito das fotos: Alberto Travassos e Magali Gonçalves 
Peça "Comida" | Teatro da Terceira Idade da Fundação Britânica de Beneficência
Para mais, veja o álbum da peça no Facebook

Agradecimentos especiais

Agradecemos a Cultura Inglesa, cujo apoio é essencial para a existência desse projeto. Um agradecimento especial para as equipes de Projetos Sociais, da unidade Butantã e da unidade Pinheiros, porque sem eles essa apresentação não teria acontecido.

Também agradecemos a Diretora-Professora-Oficineira Yara Toscano e o Diretor Musical Lucas Marques, que embarcaram nessa aventura conosco e puseram muito trabalho e dedicação na criação de “Comida”. E que, no dia, contaram com o apoio inestimável do Carlos Carvalho, do Cristiano Andrade, da Erika Dantas, da Marília Toscano, da Mirela Duarte, da Neide Dantas e da Patrícia White.

Contamos com a ajuda de alguns fotógrafos e cinegrafistas voluntários para registrar a peça, sem os quais não teríamos nenhuma foto ou vídeo desse momento especial. Nosso muito obrigado a Alberto Travassos, Ana Toscano, Heryck Monteiro, Magali Gonçalves e Osmar Araújo. Devemos a eles as fotos publicadas nesse artigo e no nosso Facebook e, também, um vídeo da peça que será divulgado em breve. E sem a Anne Speyer esse artigo jamais seria traduzido e publicado em inglês, por isso a agradecemos também.

E, por fim, temos que agradecer e parabenizar todos os participantes do Teatro da Terceira Idade. É inspirador vê-los todos os dias sem medo de aprender coisas novas: Alice Silva, Ana Barreto, Ângela Dias, Cleonice Nunes, Eliene Guimarães, Geoffrey Moss, Gloria Naranjo, Irene André, Leonilda Morioka, Lucia dos Santos, Marina Souza, Marjorie Shafferman, Nair Kokubum, Pamela Ford, Rene Cunha, Romano Perilla, Ron White, Rosa Nakahara, Rosana Lucky, Talita dos Santos, Vitor Guimarães e Yoshihiro Nakahara.

Os artistas acompanhados pelos Diretores da peça e pela equipe da Fundação Britânica: Beatriz Dantas, Isabela Bertho, Marina Matheus e Ricardo Rosado. Ana Rodrigues e Sandra Pavani não puderam ir no dia, mas também foram essenciais na condução do Teatro da Terceira Idade.
Os artistas acompanhados pelos Diretores da peça e pela equipe da Fundação Britânica: Beatriz Dantas, Isabela Bertho, Marina Matheus e Ricardo Rosado. Ana Rodrigues e Sandra Pavani não puderam ir no dia, mas foram essenciais na condução do Teatro da Terceira Idade.

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O Centro de Convivência, nosso novo projeto para idosos, volta em 2019!

 

Como adiantei em nossa Retrospectiva 2018, a avaliação que recebemos dos idosos usuários do nosso Centro de Convivência foi extremamente positiva. Esse novo projeto para idosos que inauguramos em outubro de 2018 ficou com uma nota geral de 4,92, numa escala de 1 a 5, mesma nota recebida pela equipe da Fundação Britânica responsável por gerenciar as atividades.

Nos 2 meses em que o Centro funcionou, recebemos 39 idosos que tiveram uma frequência bem alta e demonstraram altos índices de aprovação a nossas atividades. Por esse motivo, temos o prazer de confirmar a continuidade desse projeto para idosos em 2019!

Não vou me alongar nos resultados positivos que tivemos, mas disponibilizei o relatório com essa avaliação online. Basta visitar esse link para vê-lo: Avaliação do Centro de Convivência da FBB

O novo projeto para idosos

Esse Centro de Convivência foi inaugurado em outubro de 2018, com o objetivo de ser um espaço que oferece diversas atividades gratuitas que contribuem no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares e do convívio comunitário e na prevenção de situações de risco social para as pessoas acima de 60 anos.

Após os 2 primeiros meses de funcionamento, conseguimos realizar um Sarau da Maturidade em dezembro para que 20 idosos apresentassem algumas performances para amigos e familiares. Com esse encerramento, tivemos certeza de que os objetivos descritos acima estão sendo plenamente realizados nesse projeto para idosos.

Por isso, tanto a Fundação Britânica quanto a Cultura Inglesa, nossa parceira que cedeu o espaço para essas atividades e nos apoiou desde o princípio, decidiram manter o Centro de Convivência em 2019.

Próximos passos

Por enquanto vamos manter o projeto com o mesmo formato, oferecendo atividades durante 3 manhãs por semana. No entanto, existe uma grande vontade de expandir a atuação desse projeto para idosos em 2019.

Estamos estudando abrir o CCI em mais 1 ou 2 dias com novas atividades que trabalhem outras habilidades físicas e mentais. Também queremos iniciar o projeto em um segundo local, e vamos buscar parceiros que nos ajudem a tirar essa ideia do papel.

Se você gosta desse projeto e quer nos ajudar nesse processo, mande uma mensagem ou faça uma doação mensal! Se não puder fazer isso, torça por nós e divulgue nosso trabalho que também nos ajuda bastante!

Retrospectiva 2018: planos e projetos da Fundação Britânica de Beneficência

 

Chegamos ao final de 2018, um ano incrível para a Fundação Britânica: tiramos um novo projeto social para idosos do papel, aumentamos nosso número de beneficiários, viabilizamos centenas de compromissos médicos e terminamos esse ciclo com o sentimento de dever cumprido e a motivação para fazer ainda mais em 2019!

Retrospectiva 2018: Programas sociais

Somos uma ONG focada em idosos a nosso principal objetivo é melhorar a vida da população acima de 60 anos em São Paulo. Vamos recapitular nossas principais conquistas na área social em 2018:

Um novo projeto: Centro de Convivência para Idosos (CCI)

Já escrevemos bastante sobre o nosso Centro de Convivência para Idosos, que foi inaugurado em 16 de outubro e encerrou suas atividades de 2018 em 15 de dezembro, com um Sarau da Maturidade desenvolvido nesses 2 meses de projeto.

Nesse período recebemos 39 idosos diferentes e tivemos uma avaliação extremamente positiva, o que garantiu a continuidade do projeto nos mesmos moldes em 2019. Portanto, no fim de janeiro retomaremos as atividades na unidade Butantã da Cultura Inglesa.

Sarau da Maturidade 2018, organizado pela Fundação Britânica de Beneficência (FBB) para encerrar as atividades 2018 do Centro de Convivência para Idosos (CCI)
Sarau da Maturidade 2018, organizado pela Fundação Britânica de Beneficência (FBB) para encerrar as atividades 2018 do Centro de Convivência para Idosos (CCI)

Programa Cuidar: consolidado e ampliado

No final do ano passado escrevi, aqui nesse blog, que os idosos beneficiários do Programa Cuidar foram acompanhados a mais de 200 compromissos médicos em 2017. Pois em 2018 ultrapassamos os 300 acompanhamentos no Programa Cuidar! E, nos últimos meses do ano, esse número ficou acima de 50 – o que indica uma tendência de crescimento ainda maior para 2019.

Em 2018 também pudemos ampliar esse projeto para os idosos residentes na instituição que apoiamos em nosso Programa Multiplicar. A expansão só foi possível graças ao apoio que recebemos da 99 em seu edital 99 Transforma, e torcemos para que novos parceiros nos ajudem com essa causa no ano que vem.

Programa Multiplicar: integrando idosos com jovens

O Programa Multiplicar também recebeu nossa atenção em 2018. Além dos acompanhamentos médicos que passamos a fazer, como descrito no tópico anterior, continuamos viabilizando ações de voluntariado com escolas e empresas na instituição que apoiamos.

Nesse sentido, a principal ação do ano foi o voluntariado de alunos da St. Paul’s School na Casa Madre Teodora, quando cerca de 20 alunas passaram uma manhã inteira com os idosos. Teve café da manhã, bingo, manicure, música e muita diversão para todos!

Alunas do St. Paul's fazendo voluntariado com a Fundação Britânica
Como parte do Programa Multiplicar, levamos alunas do St. Paul’s para voluntariado por uma manhã com os idosos do Madre Teodora.

Aumento de quase 50% no número de beneficiários

Graças a essas ações conseguimos aumentar em quase 50% o número total de atendidos pela FBB em comparação com 2017, chegando a 156 idosos que se beneficiaram de forma direta do nosso trabalho aqui na Fundação Britânica em 2018!

É um crescimento muito expressivo e que mostra que estamos no caminho certo para, cada vez mais, impactar positivamente a vida dos idosos em situação de vulnerabilidade em São Paulo.

Retrospectiva 2018: Institucional

Também tivemos boas notícias em outras áreas, como chegada de novos parceiros, eventos beneficentes e homenagens públicas ao nosso trabalho. Vamos a elas:

Reconhecimento público: a Salva de Prata

Em 2018 também recebemos uma homenagem da Câmara Municipal de São Paulo aos nossos 70 anos de trabalho pela causa do idoso: a Salva de Prata, a mais alta honraria concedida pela Câmara às organizações que prestam trabalhos relevantes para o município.

Fundação Britânica de Beneficência recebe a Salva de Prata
Sessão Solene de entrega da Salva de Prata para a Fundação Britânica, representada pela Vice-Presidente Rachel Govier, e do título de Cidadã Paulistana para a Sra. Gertrude Vigar, representada por seus familiares.

Evento beneficente: o Aniversário da Rainha

Também fomos beneficiados por um evento beneficente realizado pela British Society São Paulo. Em junho, cerca de 220 britânicos e descendentes se reuniram para celebrar o Aniversário da Rainha Elizabeth II e toda a arrecadação da noite foi direcionada para nossos projetos sociais.

Com a ajuda do público presente e dos nossos patrocinadores, levantamos R$ 50 mil para custear nossos projetos sociais no 2º semestre de 2018.

Arte do evento beneficente Aniversário da Rainha, organizado pela British Society em prol da Fundação Britânica de Beneficência.
Arte do evento beneficente Aniversário da Rainha, organizado pela British Society em prol da Fundação Britânica de Beneficência.

Outras conquistas

Para finalizar nossa Retrospectiva 2018, temos que lembrar as diversas opções de lazer que proporcionamos aos idosos – grande parte delas com o auxílio dos nossos parceiros – e a obtenção do nosso registro no Grande Conselho Municipal do Idoso, que pode nos ajudar a conseguir incentivos fiscais para as doações que recebermos no futuro.

Também nos envolvemos bastante com o Dia de Doar e conseguimos engajar novos doadores e parceiros para a nossa causa.

Planos para 2019

Estamos analisando nossa Retrospectiva 2018 para definir os objetivos de 2019. Podemos afirmar que o Centro de Convivência seguirá funcionando no Butantã e que os Programas Cuidar e Multiplicar continuarão com o nível atual de serviço.

Também buscaremos novos parceiros que nos ajudem a ampliar nossos projetos sociais e nos permitam chegar mais perto do cumprimento da nossa missão, que é “preservar a dignidade e promover o bem estar de idosos em situação de vulnerabilidade, cuja autonomia e vínculos de proteção e de cuidado foram comprometidos pelo tempo, retribuindo, dessa forma, àqueles que fizeram tanto por nós“.

Gostou da nossa Retrospectiva 2018? Quer se envolver ou ser nosso parceiro para estar presente na de 2019? Deixe um comentário ou envia um e-mail para contato@fundacaobritanica.org.br que teremos prazer em conversar.

Por fim, aproveito para desejar um bom final de ano a todos em nome da Diretoria e da equipe da Fundação Britânica!

 

Sarau da Maturidade encerra as atividades do Centro de Convivência em 2018

 

No último sábado, 15 de dezembro, encerramos as atividades de 2018 do nosso Centro de Convivência para Idosos (CCI) com um Sarau da Maturidade. Foi um momento em que os participantes puderam mostrar para seus familiares e amigos tudo o que foi desenvolvido nos últimos 2 meses, desde que o CCI foi inaugurado em 16 de outubro.

Sarau da Maturidade 2018

Organizado pela Professora Yara Toscano, responsável pelas aulas de Teatro, o Sarau da Maturidade contou com 20 idosos que se apresentaram em performances individuais e em grupo. Eles cantaram, dançaram, declamaram textos e falaram sobre suas vidas para uma plateia de quase 50 pessoas.

As Professoras Cida Paiva, de Dança Circular, Luciana Aguiar, de Yoga, Denise Agassi, de Memória e Trabalho Manual, e Penny Ahlgrimm, de Música e Movimento, também estiveram presentes para apresentar seus trabalhos e prestigiar o Sarau da Maturidade.

O evento aconteceu no mesmo local onde realizamos as atividades regulares do Centro de Convivência: a unidade Butantã da Cultura Inglesa, nossa parceira nesse projeto-piloto da Fundação Britânica.

Em breve teremos fotos e vídeos das apresentações.

O Centro de Convivência da FBB

Nesses 2 meses de projeto-piloto, recebemos 39 idosos diferentes em nossas atividades. Os principais números do projeto foram os seguintes:

Principais indicadores de frequência dos idosos em nosso Centro de Convivência
Principais indicadores de frequência dos idosos em nosso Centro de Convivência

Na última semana de funcionamento, também pedimos aos frequentadores que avaliassem nosso serviço e atividades, e os resultados foram excelentes!

Com notas que poderiam ir de 1 a 5, o CCI recebeu avaliação geral de 4,92. Nossa equipe, responsável pela coordenação e operação do Centro, recebeu a mesma nota.

As oficinas receberam uma nota média de 4,7 e a média das professoras ficou em 4,8. Isso indica que acertamos tanto na programação das atividades quanto na seleção das pessoas responsáveis por elas.

Quando questionamos sobre o interesse em participar do Centro de Convivência em 2019, chegamos a 100% de respostas positivas.

Alguns participantes deixaram seus comentários sobre como foram esses 2 meses em nosso CCI:

Comentários de alguns idosos que participaram do Centro de Convivência em 2018
Comentários de alguns idosos que participaram do Centro de Convivência em 2018

E continua em 2019?

Sim! A avaliação de todos os envolvidos – idosos, Fundação Britânica e Cultura Inglesa – sobre o Centro de Convivência em 2018 é extremamente positiva. Todos nós estamos extremamente satisfeitos com a experiência e queremos continuar – e quem sabe ampliar – o projeto em 2019.

Estamos avaliando todas as atividades e as diversas sugestões que recebemos para preparar um novo cronograma para o próximo ano. Assim vamos voltar com tudo no final de janeiro!

E, se tudo der certo, podemos encerrar o ano de 2019 com um novo Sarau da Maturidade com mais apresentações e mais artistas!

Se quiser saber mais sobre o Centro de Convivência para Idosos (CCI) da Fundação Britânica, deixe um comentário ou mande um e-mail para contato@fundacaobritanica.org.br com a sua dúvida.

Inauguramos o novo Centro de Convivência da Fundação Britânica

 

Na terça-feira, 16 de outubro, inauguramos nosso novo projeto social: um Centro de Convivência para Idosos. Com parceria da Cultura Inglesa, que gentilmente nos cedeu o espaço em sua Unidade do Butantã, estamos oferecendo atividades gratuitas em três manhãs por semana para todos os idosos interessados.

O conceito de Centro de Convivência

O Centro de Convivência é um espaço que oferece diversas atividades que contribuem no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares e do convívio comunitário e na prevenção de situações de risco social para as pessoas acima de 60 anos.

Sabemos que o envelhecimento saudável exige a adoção de um estilo de vida que inclua alimentação equilibrada, atividade física e mental e, ainda, o convívio social. O Centro de Convivência atua fortemente em dois desses pilares, propiciando tanto as atividades físicas e mentais quanto o convívio social necessário para que o idoso tenha maior qualidade de vida.

Por esse motivo, decidimos nos dedicar a esse projeto e temos certeza absoluta de que ele terá um impacto extremamente positivo na vida de todos os idosos que frequentarem as atividades gratuitas que estamos oferecendo.

A inauguração

A inauguração foi um momento muito importante para nós, da Fundação Britânica, e vários de nossos Diretores estavam presentes para prestigiar esse evento que coroou o processo de concepção e implementação do nosso Centro de Convivência.

Além da equipe da FBB, recebemos diversas lideranças que atuam pela causa do idoso na cidade de São Paulo, como a Sra. Marly Feitosa e o Sr. Ariovaldo Guello, representantes do Grande Conselho Municipal do Idoso de São Paulo e do Fórum do Idoso de Pinheiros, respectivamente. Também marcaram presença Coordenadores do PAI (Programa Acompanhante de Idosos da Prefeitura) e de outros Centros de Convivência da região do Butantã.

Por fim, recebemos dezenas de idosos interessados no Centro de Convivência que já aproveitaram a oportunidade para se conhecer e fazer a primeira atividade do nosso projeto: uma dança circular oferecida por uma de nossas instrutoras.

Fotos da inauguração

As atividades do nosso Centro de Convivência

Inicialmente ofereceremos oficinas de Terapia Ocupacional, Memória, Teatro e outras atividades que estimulem os idosos, física e mentalmente, todas as terças, quartas e quintas de manhã. O cronograma completo pode ser acessado clicando no link abaixo.

Cronograma do Centro de Convivência da Fundação Britânica

Nossa ideia é abrir o cronograma para que os participantes do Centro possam sugerir novas atividades. Acreditamos que só assim, com a participação ativa dos beneficiados, nosso projeto poderá ser bem-sucedido.

Se você estiver interessado em conhecer o nosso Centro de Convivência ou quiser receber mais informações a respeito, nos envie uma mensagem! Nossas portas estão abertas para todo mundo!