R. Ferreira de Araújo, 741 - 1º Andar | Pinheiros - São Paulo/SP+55 11 3813-7080

Doença de Alzheimer: Conscientização sobre Riscos e Atenuantes

 

Escrito por Alessandra Macedo Pinto*

O dia 21 de setembro é mundialmente conhecido como o Dia da Conscientização sobre a Doença de Alzheimer e, por isso, neste mês todas as autoridades de saúde estão voltadas para lembrar as pessoas sobre essa condição, que afeta grande parte da população mundial e que está crescendo de maneira diretamente proporcional ao aumento da expectativa de vida. Essa conscientização é necessária para que a sociedade entenda a importância da prevenção, do diagnóstico precoce, dos cuidados e do apoio aos familiares e cuidadores das pessoas portadoras dessa doença.

A Doença de Alzheimer (DA) vem sendo estudada há bastante tempo, pois é a maior causa de demência em pessoas idosas. Ela acontece de maneira lenta e gradual, sendo muito difícil identificar com exatidão seu início. Acredita-se que as alterações cerebrais que caracterizam a doença ocorrem até anos antes do aparecimento dos primeiros sinais da doença. Até o momento não conseguiram desenvolver nenhum medicamento capaz de reverter essas alterações, que são responsáveis por todos os sinais clínicos e comportamentais da DA.

Conforme a progressão da doença, o indivíduo começa a manifestar algumas características típicas da enfermidade como:

  • Alteração na memória. A capacidade de formar novas memórias é comprometida e as pessoas tendem a esquecer episódios recentes. A memória pregressa, ou seja, memória de fatos antigos, é preservada até os estágios mais tardios da doença.
  • Incapacidade de planejamento e pensamento lógico são percebidos já no início da doença.
  • Dificuldades em atividades como fazer compras, ligações telefônicas, entender custos e cálculos, que antes eram exercidas facilmente.
  • Desorientação no tempo e no espaço é um sintoma recorrente, que pode fazer com que até um ambiente muito familiar não seja mais reconhecido. É comum o indivíduo se perder no próprio bairro ou mesmo dentro de casa. A perda da capacidade de orientação no tempo pode levar a pessoa, por exemplo, a se levantar no meio da noite e começar a preparar o almoço.

Em estágios moderados da doença, outros sintomas podem aparecer, como mudanças significativas de personalidade e dificuldades no uso da linguagem. Pessoas introvertidas e reservadas podem se tornar extrovertidas e de comportamento inapropriado e as que sempre se comunicaram bem podem ter problemas para compreender e expressar ideias.

Uma das estruturas cerebrais acometidas no início da DA é o hipocampo. É no hipocampo que se formam as memórias, por isso quando existe ruptura das conexões entre as células nessa região, a pessoa fica incapaz de criar novas memórias. À medida que a doença avança, todas as estruturas e regiões do cérebro são afetadas e, além da memória, outras habilidades e funções são perdidas, como a habilidade de comunicação, capacidade de locomoção, de deglutição, resultando na perda total da capacidade funcional e, consequentemente o óbito.

Apesar de ser uma doença progressiva e irreversível, a DA pode ser prevenida ou postergada. Um artigo da University College of London, que foi publicado em julho de 2020 na revista The Lancet, mostrou que 4 entre 10 casos de demência poderiam ser prevenidos ou adiados. Esse estudo aponta os principais fatores de risco para demências, incluindo a Doença de Alzheimer. Esses fatores de risco podem ser reversíveis, isto é, quando são modificados, evitados ou abandonados, podem prevenir o desenvolvimento de doenças. Evidências científicas de vários estudos apontam 12 fatores de risco relacionados com o desenvolvimento de demências, que são: baixa escolaridade, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, depressão, perda auditiva, isolamento social, consumo de álcool, traumatismo craniano e poluição do ar.

As diferentes formas de envelhecer podem interferir no desenvolvimento de doenças na terceira idade e favorecer, nas classes menos privilegiadas da sociedade brasileira, o agravamento desses fatores de risco.

É importante dizer que, fatores de risco como baixa escolaridade não define isoladamente o destino de desenvolver ou não a DA. Em qualquer idade se pode desenvolver habilidades que favorecem novas conexões cerebrais como aprender a tocar um instrumento musical, a dançar, a falar um novo idioma, fazer artesanato, pintura, desenho, crochê, etc. Nunca é tarde para aprender, no sentido mais amplo que essa palavra possa ter; aqui não se está condenando a pessoa que não teve oportunidade de estudo formal.

Parece um discurso de “senso comum”, mas recomendações para manter o controle da pressão arterial e o diabetes, evitar o cigarro, o consumo de bebida alcoólica, o sedentarismo e a obesidade são medidas que não só vão influenciar na prevenção de demência como vão garantir a manutenção da qualidade de vida. O tratamento adequado de condições como a depressão e a diminuição auditiva vão favorecer o convívio social que, por sua vez, estimula o desenvolvimento cognitivo. E nada melhor para oxigenar o cérebro do que estar em contato com natureza e respirar o ar puro.

Já é sabido também a importância da prevenção de quedas na terceira idade pelo risco de fraturas. As concussões cerebrais e traumatismo craniano são, muitas vezes, decorrentes de quedas e podem desencadear alterações neuronais que resultam em demências.

É preciso ressaltar que para cada um desses fatores de risco, existe uma forma de intervenção e estudos mostram que algumas atividades iniciadas mesmo na terceira idade podem beneficiar o cérebro e evitar demências.

Diante do que foi exposto nesse artigo, é importante salientar que a conscientização da Doença de Alzheimer deve sempre incluir as medidas de prevenção da doença. O aumento da expectativa de vida é uma conquista não somente do avanço da medicina, mas também das melhores condições de vida e acesso à saúde, porém é preciso que esses anos acrescidos à vida da população sejam vividos com independência, autonomia e qualidade de vida. Esperamos que seja descoberto em breve um marcador biológico com assertividade no diagnóstico da Doença de Alzheimer para vislumbrarmos um futuro melhor.

* Alessandra é enfermeira com mestrado em gerontologia e voluntária da Fundação Britânica de Beneficência
* Alessandra é enfermeira com mestrado em gerontologia e voluntária da Fundação Britânica de Beneficência

 

Encontro de idosos beneficiários dos projetos da FBB

 

Essa semana fizemos o nosso primeiro evento com os beneficiários de todos os nossos projetos. E esse encontro de idosos não poderia ter sido melhor!

Levamos todos ao SPYC (São Paulo Yacht Club), um clube de vela que fica às margens do Guarapiranga e tem um espaço lindo. Tivemos a presença de participantes do nosso Centro do Convivência para Idosos, de residentes da Casa Madre Teodora dos Idosos, lar público que auxiliamos em nosso Programa Multiplicar, e de beneficiários do Programa Cuidar. E, claro, também recebemos alguns membros da comunidade britânica para honrar as nossas origens 🙂

Atividades e lazer para todos os gostos

Estávamos num clube de vela às margens do Guarapiranga e não podíamos deixar de ter passeios de barco. Com ajuda do SPYC e seus membros, levamos vários idosos para velejar pela represa.

Idosos prestes a velejar pela represa com um barco do SPYC
Idosos prestes a velejar pela represa com um barco do SPYC

Também tivemos oficina de yoga, com a Professora Luciana, de dança circular, com a Professora Cida, e de música e movimento, com a Professora Penny. As três atuam em nosso Centro desde sua inauguração e são muito participativas. E o mais legal é que o evento aconteceu em 16 de outubro, dia em que o projeto comemorou seu primeiro ano de existência.

Professoras Cida e Luciana durante o encontro
Professoras Cida e Luciana durante o encontro
Penny dando sua oficina de Música e Movimento
Penny dando sua oficina de Música e Movimento

E o clube de jardinagem São Paulo Garden Club também marcou presença. Tivemos uma aula muito bacana para aprender a plantar suculentas e mexer com a terra.

Aula de jardinagem com o São Paulo Garden Club e suas suculentas
Aula de jardinagem com o São Paulo Garden Club e suas suculentas

Para fazer tudo isso, o pessoal precisou gastar bastante energia. E nada melhor que um almoço entre amigos, no restaurante do próprio SPYC, para recuperar as forças e descansar um pouco.

Um brinde a mais um evento de sucesso
Um brinde a mais um evento de sucesso

Para ver mais fotos do evento, visite a nossa página no Facebook 🙂

E por que fazer um encontro de idosos?

Como já afirmamos antes, proporcionar atividades de lazer é essencial para promover a melhora na qualidade de vida de idosos. Por esse motivo, nos esforçamos para realizar o máximo de ações possíveis com os nossos beneficiários.

Além disso, a convivência e troca de experiências entre eles é essencial para criar laços afetivos e de amizade. A interação entre pessoas com diferentes histórias e visões de mundo é muito positiva e ajuda a construir pontes e fortalecer a empatia. E a gente, que acompanha todo esse processo, sempre aprende muito!

Agradecimentos especiais

Antes de mais nada, temos que agradecer os idosos que embarcam com tanto entusiasmo em todas as nossas ideias e projetos.

Também agradecemos o SPYC, com menção especial a Michael Downey, Comodoro do clube, a Peter Comber, a cargo dos passeios no barco a vela, e a Cecilia Bennett, responsável pelo restaurante do Clube. Sem o clube e sua equipe jamais poderíamos ter feito um encontro de idosos tão bacana.

A equipe do São Paulo Garden Club e suas representantes: Gillian Govier, Judy Beer e Lissa Codling.

Aos nossos voluntários, cuja mão de obra foi essencial para manter tudo sob controle: Alessandra Macedo, Alan Govier, Ana Rodrigues, Beatriz, Dantas, Cida Paiva, Craig Bavinton, Cristiane Silva, Érica Dantas, Fran Freitas, Isabela Bertho, Luciana Aguiar, Marina Matheus, Neide Dantas, Patrícia White, Penny Ahlgrimm, Rachel Govier, Rosane Perrote, Sandra Pavani e Suely Bertelli.

Parte da equipe e voluntários da FBB, responsáveis por fazer a mágica acontecer
Parte da equipe e voluntários da FBB, responsáveis por fazer a mágica acontecer

Saúde Concierge otimizará gestão de saúde da FBB

 

A Saúde Concierge, empresa que atua como parceira estratégica de operadoras, planos de saúde e RHs para a gestão e uso consciente dos recursos de saúde, fechou parceria com a Fundação Britânica de Beneficência. Por meio de tecnologia e acompanhamento profissional, a healthtech vai monitorar os beneficiários da FBB, garantindo atenção primária e melhor aproveitamento de recursos

“O objetivo de trabalho da Saúde Concierge será a gestão de saúde desses idosos, disponibilizando uma equipe de profissionais de saúde atuando de forma humanizada e customizada, contemplando hábitos de seus beneficiários. O respaldo médico e de gestão vai dar maior liberdade para a Fundação trabalhar no cuidado social do idoso, que também resultará em uma melhor qualidade de vida para o assistido”, diz Tatiana Giatti, diretora-executiva da Saúde Concierge.

A gestão de saúde na FBB

A Fundação já tem parceria estabelecida com a Associação Samaritano, para exames e consultas no Hospital de mesmo nome. Já o trabalho da Saúde Concierge estará concentrado na atenção primária. A partir de seu sistema integrado, a healthtech receberá informações sobre o paciente em tempo real, 24 horas por dia. Com o uso de Big Data, Inteligência Artificial e uma equipe multidisciplinar, a empresa definirá junto à Fundação as principais metas de melhoria dos pacientes.

“A parceria com a Saúde Concierge começa no Programa Cuidar, que contempla 45 beneficiários e envolve o acompanhamento e transporte para consultas e tratamentos médicos. Queremos melhorar a gestão de saúde desses idosos para que a qualidade de vida deles seja ainda melhor”, explica Ricardo Rosado, coordenador de Desenvolvimento Institucional da Fundação Britânica de Beneficência.

A equipe profissional da Saúde Concierge conta com médicos clínico geral, geriatras, enfermeiros, cardiologistas, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros profissionais da área da saúde que estarão à disposição dos beneficiários da Fundação. O profissional que acompanha o paciente já estará respaldado pelas informações do sistema e pode ser muito mais assertivo em orientar, tirar uma dúvida ou indicar nova conduta. Nos contatos remotos, a equipe de enfermagem coletará as sensações do paciente e checará se ele está seguindo as recomendações de acordo com seu quadro clínico, para garantir continuidade das ações mesmo longe do médico.

“Nossa atuação acontecerá por meio de multicanais e essa gestão e acompanhamento em tempo real do que está sendo realizado garantirá o padrão de qualidade do tratamento. Queremos qualificar de forma técnica o quadro clínico desses beneficiários, montar um histórico de saúde e estabelecer um plano de ação conjunto com a Fundação para melhorar a qualidade de vida, além de otimizar recursos”, explica a diretora executiva da Saúde Concierge, Tatiana Giatti.

Somos uma das ONGs selecionadas no edital 99 Transforma

 

Além da Salva de Prata, o mês de fevereiro reservou mais uma grande notícia para a Fundação Britânica de Beneficência: fomos uma das 5 ONGs selecionadas em um novo projeto da 99, o 99 Transforma!

Esses reconhecimentos mostram que estamos no caminho certo e que nossa atuação tem feito a diferença na vida de muitos idosos.

Campanha 99 Transforma

Iniciativa da 99 em parceria com a ONG Atados, o programa leva mobilidade a quem realmente precisa. Funcionários da 99 dirigem pelo aplicativo e toda a renda é revertida em créditos no app 99 para que ONGs possam usar o serviço de transporte em seus projetos.

Esta é a primeira campanha que servirá como piloto para que a 99 possa ampliar seu impacto positivo na sociedade. Cerca de 100 ONGs de todo o Brasil se inscreveram e ficamos muito felizes em sermos uma das 5 ganhadoras. É um grande reconhecimento a nossa atuação e aos nossos projetos.

Além da FBB, também foram premiados o Instituto Ayrton Senna, a Fundação Dorina Nowill, a AHPAS e a Obra Social Dona Meca. Nos sentimos honrados por estarmos com organizações desse porte, que também realizam trabalhos de excelência em suas áreas.

O projeto selecionado

Inscrevemos o nosso Programa Cuidar no edital do programa. Nele, acompanhamos idosos em seus compromissos médicos. Como muitos têm a saúde debilitada e restrições de mobilidade, o transporte público não é uma opção. Por isso, nossa atuação depende de serviços de transporte, como o oferecido pelo aplicativo 99, para proporcionar conforto e comodidade aos nossos assistidos.

Com o auxílio do 99 Transforma pretendemos ampliar o Programa Cuidar, que estava em fase de testes durante o ano de 2017. Em breve publicaremos notícias sobre essa ampliação aqui no blog. Estamos confiantes de que, graças a esse apoio, poderemos aumentar nosso impacto positivo e obter grandes resultados.

E você, leitor, quer nos apoiar também? Visite nossa página “Como ajudar” e veja como!

Graças ao Programa Cuidar, idosos ligados à Fundação Britânica foram acompanhados a mais de 200 consultas em 2017

 

Os idosos que fizeram parte da fase inicial do Programa Cuidar, lançado em fevereiro de 2017, foram a mais de 200 consultas médicas e exames clínicos acompanhados por cuidadores profissionais disponibilizados pela Fundação Britânica de Beneficência.

Nesse período, em que o Cuidar foi oferecido em caráter de teste a 35 idosos ligados à FBB, pudemos validar tanto o escopo quanto a operação do Programa, e constatamos seu grande potencial de impacto positivo na qualidade de vida de seus beneficiários.

Como o Programa Cuidar funciona?

Para quem não o conhece, o Programa Cuidar faz o acompanhamento de idosos a compromissos médicos, tanto para fins preventivos quanto para tratamento de doenças correntes, e envolve a mobilização de uma equipe de cuidadores que os auxiliam com os trâmites relativos ao deslocamento e às consultas. Esses profissionais também nos passam um relatório após o retorno, para que possamos atualizar a situação médica do idoso assistido e tomar providências, quando necessário.

Esse Programa surgiu quando a equipe da Fundação Britânica percebeu que muitos idosos deixavam de cuidar de sua saúde porque não tinham quem os acompanhasse ao médico, e vimos a possibilidade de impactar positivamente suas vidas com um projeto bem simples. Por esse motivo, consideramos o Cuidar o Programa de maior potencial e abrangência da Fundação.

E o Programa Cuidar vai continuar?

Depois de fazermos o teste ao longo do ano e comprovarmos sua eficácia, queremos expandir o Programa Cuidar em 2018. Inicialmente, queremos implementá-lo no lar público que auxiliamos no Programa Multiplicar, ampliando a assistência oferecida a eles e contribuindo ainda mais para que seus idosos tenham uma vida digna e saudável. Após isso, nosso objetivo é expandi-lo para outros lares públicos de São Paulo para aumentar nosso impacto positivo na sociedade.

Para tanto, precisamos de doadores, pois o nosso orçamento atual não comporta a expansão do Programa. Se você quiser contribuir, basta ir a nossa página de Doações e fazer seu cadastro para nos apoiar nesse projeto. Caso tenha alguma dúvida ou sugestão sobre seu funcionamento, pode nos enviar uma mensagem em nossa página de Contato que a responderemos com prazer.

Um abraço,